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A morte é boa, desde que não seja a sua

Atualizado há 2 anos
A morte é boa, desde que não seja a sua

Foto: Reprodução

Você fez compras nas lojas Arapuã ou no Mappin? Viajou pelas empresas Varig ou Vasp? E do Banco Bamerindus você lembra? Pois é, estas empresas já fecharam e não existem mais. Em geral, são muitas poucas as empresas que conseguem alcançar à idade média de uma pessoa. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT (2013) demonstram que as empresas no Brasil vivem em torno de 35 (trinta e cinco) anos. As empresas que conseguem atingir os 100 (cem) anos ou mais correspondem a 0,01% do total, cerca de 190 (cento e noventa) empresas do universo total de empresas brasileiras. Porque as empresas não conseguem obter uma maior longevidade, mudança comportamento do mercado? Sucessões? Aspectos financeiros? No mercado existe uma máxima de que a morte de uma empresa não é tão ruim. Mas, é claro que a morte de uma empresa não é tão ruim desde que não seja a morte da sua empresa. A morte de uma empresa em determinadas situações pode melhorar e contribuir com relação ao segmento ou mercado que ela atua, nivelando e melhorando relações de concorrência. Isso pode oxigenar o sistema, criando oportunidades para novas organizações que possam atuar de forma mais eficiente e inovadora. Ficar doente antes da morte é péssimo para uma empresa. Uma empresa quando passa por processo de recuperação, chamado de turnaround ou ainda, simplesmente pelo processo de reestruturação o workout, onde se concentra em obter uma redução do endividamento com a alienação de seus ativos. Nestas situações as empresas passam por situações relacionadas aos clientes, fornecedores, empregados de muito constrangimento e com fortes impactos na sociedade, nas relações humanas, no seu financeiro e nas esferas judiciais. Na realidade muitas empresas que “desaparecem” ao longo dos anos, apresentam ao longo do tempo muitos e vários indícios indicando problemas na gestão e também na sua operacionalização. Às vezes pela falta de conhecimento, de humildade, de não conseguir uma maior aprendizagem com sua curva de experiência ou até por má fé de gestores ou gerentes, não conseguem reconhecer ameaças eminentes, compreender as implicações de determinadas ações e de alguma forma não conseguem encontrar alternativas e corrigir o rumo no seu devido tempo. Outras tantas empresa morrem pela junção ou fusão com outras empresas concorrentes ou complementares, por brigas entre sócios, pela excessiva concentração do mercado, pelos impostos e taxas de comércio e, mais outras tantas possibilidades e situações. Mas, todas elas, de alguma forma começam a perder ao longo do tempo sua vantagem competitiva, aquilo que apresentavam no início como um diferencial competitivo em sua criação, algo que fornecia e de alguma forma agregava valor as suas partes relacionadas- stakeholders. A morte de uma organização geralmente é muito anunciada, ela quase nunca morre de repente com um infarto fulminante. Administre seu negócio.

Dia de livro

FEITAS PARA DURAR: práticas bem-sucedidas de empresas visionárias – James C. Collins e Jerry I. Porras. Livro apresenta conclusões de uma pesquisa realizada em 18 empresas 'excepcionais e duradouras' - algumas com quase cem anos de existência e desempenho superior ao da média do mercado acionário desde 1926 - os autores mostram os fatores que as levaram a se tornar líderes em seus setores. Traçando o perfil histórico, estrutural, filosófico e a performance dessas empresas, apresentam um comparativo entre as chamadas 'empresas visionárias' - instituições líderes - e aquelas consideradas bem-sucedidas. COLLINS, James C.; PORRAS, Jerry I. FEITAS PARA DURAR: práticas bem-sucedidas de empresas visionárias. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.