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O Planejamento da polícia no carnaval do funk

Atualizado há 2 anos
O Planejamento da polícia no carnaval do funk

Foto: Reprodução

Vivi uma experiência diferente neste carnaval. Como fazia alguns anos que não participava, estava na minha mente o tempo passado, em especial do bloco de sujos na cidade de Laguna, o intitulado bloco da pracinha. O bloco da pracinha nos anos 80 desfilava à tarde com uma charanga puxando músicas de carnaval e a festa acabava por volta das 20h, com os foliões que se deslocavam apressados para ir ao centro histórico para continuar a festa nos clubes. Já nos anos 90, foi introduzido o trio elétrico, que traziam um pot-pourri de músicas, passando pelos hits da MPB, marchas de carnaval e da novidade do axé music, bastante evidente na época. Os foliões se deslocavam para beira da praia, onde os trios elétricos estavam esperando para dar continuidade à nova folia de carnaval e também pelas 20h, a festa terminava para que a avenida central do bairro do Mar Grosso ficasse liberada para trânsito. Pois bem, espera isso e tive uma surpresa. O trio elétrico passou bem à noite e a rua ficou fechada com carros de som particulares que tocavam funk. Sim, as marchas de carnaval foram trocadas pelo funk, com muitas palavras chulas em um contexto extremamente obsceno. Os adeptos do funk, se instalaram ao longo da avenida com carros de som (uma espécie de reboque) com uma aparelhagem de som tão potente que tremia tudo. Nada mais de música de carnaval, nada de charangas ou blocos de fantasia, só funk. E, assim foi noite a dentro. Com esse novo patamar, já mais a noite o público da festa já era outro, foliões que consumiam vários tipos de drogas, regadas com energético e vodka, que dançavam freneticamente sem parar. Mas, às 03 horas da manhã aconteceu algo inesperado para mim, pois estava conformado que a folia iria até o sol raiar. Fazendo uma grande barreira, veio o bloco da polícia militar, sim a polícia colocou o seu bloco na rua. Com uma ótima organização e com objetivo definido, em questão de minutos, aquela zoeira instalada foi desfeita. De maneira educada e ordeira na frente de tudo, uma coluna de policiais alertava que a festa estava sendo encerrada pelo horário e que retirassem os carros de som e equipamentos para liberar a avenida para o trânsito veículos. Além desta primeira coluna, outras três compunham a força tarefa. Uma coluna da tropa de choque vinha logo atrás, demonstrando a força e propósito, se necessário daquela equipe. No meio, três colunas de carros com as luzes do giroflex piscando, que de longe os foliões já avistavam a presença da polícia. E, na parte final da coluna, vinha uma equipe da cavalaria montada. Sim, tudo resolvido em questão minutos e com extrema agilidade e perfeição. Sem um grito, sem usar a força, sem ocasionar correria ou tumulto, mas focados no objetivo e no resultado. Claro que provavelmente, bem antes, a polícia havia visto e estudado as condições do ambiente e qual seria a melhor forma de abordar aquele imenso povo. Lembro que eram apenas alguns policiais e existiam milhares de foliões. Mas, tinham tudo mapeado e com as possíveis possibilidades de abordagem. Já os foliões, sem qualquer planejamento, entenderam que a hora de parar a folia era aquela. Pena que pela falta de educação, saíram deixando para trás uma imensa quantidade de lixo, que a natureza terá de se encarregar. Pois bem, nas empresas ocorre exatamente igual. Sem planejamento um grupo qualquer pode se instalar no poder e muitos desavisados dentro da organização acabam caindo no chamado “efeito de manada” ou no grupo de “quanto pior melhor”. De maneira não profissional, apresentam um repertório muito restrito de habilidades e conhecimentos. Com poucas maneiras possíveis de fazer as coisas e sem o entendimento claro da necessidade, do fluxo de ações, sem o planejamento e de quais resultados devem ser entregues aos acionistas e aos clientes. O planejamento inicia o processo administrativo. Ele inclui a definição da missão, do escopo, da seleção das políticas, da escolha de procedimentos e métodos desenhados para o alcance dos objetivos. O sucesso na função de planejamento requer o reconhecimento do ambiente da organização, o estímulo à criatividade, o encorajamento da participação dos colaboradores para a implementação de novas ideias e o desenvolvimento de abordagens inovadoras. Nesse sentido, o planejamento fundamenta os próximos estágios do processo administrativo, como a organização (que representa a alocação e o arranjo dos recursos para executar as tarefas essenciais), a liderança ou direção (que guia os esforços no sentido de assegurar elevados níveis de desempenho e de cumprimento de objetivos) e o controle (que monitora e acompanha a execução das tarefas para assegurar a necessária ação corretiva, se necessária). Foi o que a polícia fez, parabéns. Administre seu negócio.

Dica de Livro

A Estratégia do Oceano Azul - Como Criar Novos Mercados e Tornar A Concorrência Irrelevante – W. Chan Kim e Reneé Mauborgne. O livro apresenta uma nova maneira de pensar sobre estratégia, resultando em uma criação de novos espaços (o oceano azul) e uma separação da concorrência (o oceano vermelho). Os autores estudaram 150 ganhadores e perdedores em 30 indústrias diferentes e viram que explicações tradicionais não explicavam o método dos ganhadores. O que eles acharam é que empresas que criam novos nichos, fazendo da concorrência um fator irrelevante, encontram outro caminho para o crescimento. O livro ensina como colocar em prática essa estratégia. KIM,W. Chan; MAUBORGNE, Renée. A Estratégia do Oceano Azul: como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. 2ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2016.