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O que você tem a ver com a economia criativa?

Atualizado há 2 anos
O que você tem a ver com a economia criativa?

Foto: Reprodução

Quando você pensa em montar um negócio, tem uma “ideia” revolucionária, ou imagina um produto inovador, possivelmente está na direção criativa. Isso quer dizer o quê? Que para esses insights tornarem-se atividade prática tem que ser feita a gestão de forma responsável. O conceito de economia criativa segundo Madeira (2014) acontece devido às rápidas mudanças da economia global, que podem ser resumidas pela intensificação da importância do conhecimento como recurso do sistema de produção. Responde, nessa linha, o ensaio de apreender um mundo onde criatividade, inovação e gerenciamento de riscos tornaram-se imperativos da competição econômica. No âmbito do novo conceito, são as ideias, ancoradas na utilização maciça das novas tecnologias, que recebem ênfase como geradoras de riquezas e de transformações sociais. Já para Reis (2004) o conceito origina-se do termo indústrias criativas, por sua vez inspirado no projeto Creative Nation, da Austrália, de 1994. Entre outros elementos, este defendia a importância do trabalho criativo, sua contribuição para a economia do país e o papel das tecnologias como aliadas da política cultural, dando margem à posterior inserção de setores tecnológicos no rol das indústrias criativas. O conceito, propriamente dito, foi definido por John Howkins (2001), no seu livro “The Creative economy – How people make money from ideas”. Em sua obra, Howkins estuda o relacionamento entre a criatividade e a economia, assim, economia criativa é o conjunto de atividades econômicas que dependem do conteúdo simbólico – nele incluído a criatividade como fator mais expressivo para a produção de bens e serviços. Com isso apresenta potencial de gerar direitos de propriedade intelectual ampliando seu alcance nos direitos autorais para desenhos industriais, marcas registradas e patentes. Serra e Fernadez (2014) explicam que economia criativa são atividades ligadas às artes, à cultura, às mídias, que tem forte conteúdo de intangíveis, e que requer habilidades especiais da força trabalho, além de necessitar alinhamento com os avanços científicos e tecnológicos. Council (2005) cita essa economia como alçada na habilidade e no talento individual, que é geradora de empregos e riquezas por meio da propriedade intelectual e contribui descrevendo que essa atividade abarca arquitetura, propaganda, artes e antiguidade, artesanatos, design de moveis e moda, filmes, vídeos, software de lazer, música, artes cênicas, publicações editoriais, televisão e rádio. A economia criativa é apresenta um conjunto de segmentos dinâmicos, cujo comércio mundial cresce a taxas mais elevadas do que o resto da economia, produtos e serviços baseados em criatividade e conhecimento têm elasticidade-renda elevada. De acordo com o relatório da Firjan (2019) Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, em 2017, o PIB Criativo totalizou R$ 171,5 bilhões, com participação de 2,61% do PIB (Produto interno Bruto) brasileiro. Estima-se que as maiores participações da Indústria Criativa nos PIB’s estaduais ocorreram em São Paulo (3,9%), Rio de Janeiro (3,8%) e Distrito Federal (3,1%), todos acima da média nacional de 2,61%. Por fim o relatório apresenta que, em 2017 a Indústria Criativa contabilizou 837,2 mil profissionais criativos formalmente empregados e com ainda 245 mil estabelecimentos cujo principal insumo de produção são as ideias. Dito isso, é preciso raciocinar um pouco, o que eu faço é economia criativa? Tudo é economia criativa? A título de exemplo, se você cria um “blog” está inserido dentro da economia criativa, isso porque o centro do funcionamento dessa mídia é a sua criatividade. Caso eu produza roupas também sou da economia criativa? A produção em si é uma atividade industrial, o desenvolvimento da coleção, a modelagem das roupas, essa etapa é pertencente à economia criativa. Note que aqui está a linha tênue que difere economia criativa das demais atividades. A criatividade e a inovação são os pilares. Esse tema mesmo sendo conhecido, ainda carece de envolvimento da sociedade. Isso porque na fase contemporânea é possível você fazer negócio mesmo estando instalado em locais distantes de grandes cidades ou de grandes centros comerciais. Isso é a grande oportunidade dessa economia. Para finalizar, se você é um compositor, escreve suas letras e também idealiza a música completa. Note, você pode fazer isso de qualquer lugar, com acesso a tecnologias e internet, pode fazer negócios com essa habilidade com qualquer parte do mundo. Isso é economia criativa, você trabalhando, nos brindando com sua intuição musical e sendo remunerado de forma expressiva. Administre seu negócio. Neste texto tivemos a colaboração do Administrador, Especialista em Gestão de Empresas e Mestre em Administração Leandro Medeiros Elias.

Dica de livro

Moda à Brasileira: o guia imprescindível para os novos tempos da moda - Alice Ferraz A dica de livro também veio da contribuição do Mestre em Administração e nosso colega Leandro Medeiros Elias. Repassamos a mesma a seguir. Livro agradável de ler e inspirador para ideias. Trata-se de economia criativa pura, e com ensinamentos da autora valiosos sobre atitudes e comportamentos. Não se engane, esse livro serve de inspiração para qualquer área que você trabalha. FERRAZ, Alice. Moda à Brasileira: o guia imprescindível para os novos tempos da moda. São Paulo: Gente, 2017.