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Há dois tipos de partos: o cirúrgico cesariano e o parto normal vaginal.
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Entrar no grupoFoi sobre esse assunto que ocorreu, no dia 29 de abril de 2019, às 18 horas, a Mesa Redonda sobre Cesariana versus Parto Normal, contando com a presença das palestrantes Dra. Tamyris Finger Trapani, formada em Ginecologia e Obstetrícia com residência no Hospital Regional de Santa Catarina, e Dra. Daniela D’Agostini Marin, formada em Ginecologia e Obstetrícia com residência no Hospital Nossa Senhora da Conceição, e a enfermeira coordenadora do Centro Materno-Infernatil Enf. Katiane Baschirotto Dorigon Coral.
Atualmente, a expressão “parto humanizado” vem ganhando força e destaque devido ao histórico de experiências ruins que gestantes relataram em relação à cesárea e ao parto vaginal – a chamada violência obstétrica –. Tais experiências negativas consistem em processo doloroso, demorado e difícil, frequência na realização de procedimentos dolorosos sem consentimento (e sem indicação em certas ocasiões), complicações com o bebê, ausência de acompanhante e insatisfação com a assistência da equipe, no caso do parto vaginal; e muita dor no pós parto, aumento no tempo de recuperação e de retorno à atividades sexuais e medo e descontentamento ao lembrar do nascimento do filho, no caso da cesárea.
A prevalência de experiências negativas em relação ao parto normal, apesar deste apresentar recuperação mais rápida e menos dor no pós-parto, demonstra assistência precária da equipe obstétrica e implica no crescimento da tendência atual em optar por cesáreas eletivas, possível fator justificante do índice de cesáreas próximo a 88% na rede particular.
Desta forma, apesar do termo “parto humanizado” nos levar a pensar naqueles realizados em casa, com auxílio de doulas/obstetrizes, sem a presença de médicos, enfermeiros ou equipe preparada para situações emergenciais – que podem colocar em risco a vida da mãe e do bebê –, parto humanizado, na verdade, nada mais é que uma assistência ao parto adequada e segura, com protagonismo da mãe respeitado, bem como o seu direito à escolha e necessidade de consentimento, desde que haja respaldo científico e que não haja risco iminente de vida com suas decisões.
A mesa redonda foi promovida pelo curso de Medicina em parceria com o comitê local da Federação Internacional de Estudantes de Medicina, a IFMSA Brazil, e foi aberto aos cursos da área da saúde, com vagas reservadas para a população em geral.
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Foto: Divulgação[/caption]
**Texto escrito pelo aluno Bruno Marquetto.
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