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Por que os pais deixam de vacinar seus filhos?

Atualizado há 5 anos
Por que os pais deixam de vacinar seus filhos?

Foto: Reprodução

Atualmente, a taxa de imunização de crianças no Brasil vem tendo uma queda significativa, o que está gerando um alerta nacional a cerca do assunto.

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Está cada vez sendo mais comum relatos de problemas na vacinação, como atrasos nas doses, erros de informações e principalmente a pouca adesão das pessoas, o que faz muitos pais e responsáveis se questionarem, “as vacinas realmente funcionam?”.

A produção das vacinas, de uma forma bem simples de se entender, ocorre a partir de agentes parecidos aos agentes que provocam as doenças, porém os das vacinas são atenuados, menos agressivos, não vão provocar a doença, na verdade irão estimular a defesa do organismo contra aquele agente. Desse modo, quando houver uma infecção real, o corpo terá condições de saber como se defender daquela doença, então, sim, as vacinas realmente funcionam.

A questão de vacinar ou não vacinar está se tornando, erroneamente, uma escolha particular, pois uma criança não imunizada não interfere apenas na saúde dela, já que ela está vulnerável a adquirir diversas doenças que são facilmente transmitidas. Como consequência disso, podemos ver o retorno de epidemias de doenças que já foram controladas e/ou erradicadas antigamente.

Essa é uma questão muito interessante, pois, culturalmente, as vacinas estão relacionadas à percepção do risco que determinadas doenças trazem, se ela está erradicada, a população não entende com total clareza dos perigos dessas doenças, nunca viram essas crianças doentes e acabam “achando” que essas doenças não existem mais e por isso não há necessidade de vacinar seus filhos, esquecendo que essas enfermidades só se mantém erradicadas se a vacinação contra elas se mantiver constante também.

Além da falta de percepção do risco de doenças, outros fatores estão influenciando para essa progressiva baixa de adesão à vacinação, como as milhares de fake news que são informações falsas vistas todos os dias nas redes sociais, afirmando que as vacinas fazem mal. A precariedade do SUS também contribui para essa queda, como casos de mau armazenamento, perda de vacinas e atraso nas doses, gerando uma dificuldade em confiar no Sistema Único de Saúde, desestimulando a vacinação.

“É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fora isso, como já foi mencionado, a vacinação contra demais doenças é facultativa, porém, segundo o Ministério da Saúde, não se vacinar pode gerar impactos sociais e econômicos às pessoas. Consequências evitáveis, como a coqueluche, podem ser evitadas com uma simples aplicação da vacina.

Portanto, esses são os motivos que têm levado muitos pais a não vacinarem seus filhos, consequentemente a cobertura vacinal se torna muito baixa, aumentando a probabilidade de diversas doenças incomuns nos dias de hoje voltarem. Os avanços na comunicação facilitou a propagação de informações, porém ainda é evidente a dificuldade que existe quando o tema é vacinação, como as fake news, a precariedade do SUS e, principalmente, o fato de que uma vacina só se torna importante quando acontece uma “explosão” do número de casos para determinadas doenças e, assim, a importância da sua vacinação é lembrada, como ocorreu recentemente com a febre amarela.

*Escrito por Ariane Elias Antunes