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Um bate-papo sobre traumatologia no trânsito

Atualizado há 5 anos
Um bate-papo sobre traumatologia no trânsito

Foto: Reprodução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte entre os 15 e 29 anos, a segunda entre os 5 e 14 anos e a terceira dos 30 aos 44 anos.

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Sendo assim, vale lembrar que, tão essencial quanto alertar sobre essas mortes, é necessário advertir sobre o impacto pessoal e social que acontece com os sobreviventes e suas famílias. Afinal, por ano, cerca de 600 mil pessoas ficam com sequelas permanentes, como dificuldade e até impossibilidade de se locomover e, consequentemente, de trabalhar, estudar, realizar suas atividades cotidianas, deixando de produzir para o país. Além disso, deve-se lembrar do longo tempo de recuperação do acidentado, o sofrimento e o prejuízo financeiro dele e de sua família, podendo-se arrastar por meses e até anos.

Um dado que assusta, porém que é extremamente pertinente, afirma que 75% dos leitos de trauma dos hospitais públicos no país estão ocupados com vítimas do trânsito. Sendo assim, tais acidentes se tornam literalmente um problema de saúde a nível nacional, até porque, somente em 2016, os acidentes de trânsito no Brasil causaram 180.443 internações pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O Observatório Nacional de Segurança estima que houve um gasto de mais de 52 bilhões dos cofres dos Governo em 2015 – dinheiro que poderia ser investido em educação, saneamento básico e outras áreas de saúde, visto que acidentes de trânsito são preveníveis.

[caption id="attachment_16656" align="alignnone" width="738"] Foto: Reprodução[/caption]

Sendo assim, percebe-se a importância de alguns simples atos na prática do trânsito que podem mudar o rumo de certas vidas e, como visto acima, dos investimentos feitos pelos cofres públicos. Além da preocupação com os adultos, há preocupação com as crianças, uma vez que acidentes de trânsito estão entre as principais causa de morte de crianças acima de 1 ano de idade. Sandro Reginaldo, presidente da Comissão de Campanhas Públicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirma que a cadeirinha e cinto de segurança são necessários para salvar vidas: levar os pequenos corretamente no banco de trás pode reduzir em até 70% os riscos de morte e ferimentos em casos de acidentes de trânsito, segundo um estudo da Abramet, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

Além disso, segundo o DATASUS, órgão do Ministério da Saúde com a responsabilidade de coletar, processar e disseminar informações sobre saúde, houve uma redução de 31% das mortes de crianças no trânsito após a implementação da lei que obriga o uso de cadeirinha no transporte de crianças.

Apesar de vários os meios de comunicação possíveis disseminarem informações corretas sobre os acidentes de trânsito e da penitência das multas, deve-se alertar sobre esse tema e seu impacto na saúde pública e na vida do cidadão, porque ainda existem alguns, infelizmente uma maioria, que ignoram tais achados. Sendo assim, cabe a todos nós, como cidadãos e estudantes de Medicina, realizarmos uma conscientização em massa que muito mais do que de falar sobre o correto, o faça.

 

*Escrito por Camilla Melotti