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Taffarel, Baggio e a Inteligência Emocional

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Taffarel, Baggio e a Inteligência Emocional

Foto: Reprodução

Relembrando a última cobrança de pênaltis do jogo final da Copa Mundial de Futebol de 1994, de Roberto Baggio que chutou para fora dando o campeonato à seleção brasileira. Baggio em 21 anos de carreira bateu 159 pênaltis, convertendo 141 e falhando em apenas 18, ou seja, com aproveitamento de quase 89%. Já do outro lado, Cláudio Taffarel que já havia defendido nesta disputa final de pênaltis a batida anterior de Daniele Massaro e teve a sorte de Franco Baresi bater para fora o primeiro pênalti. Isso fez a dificuldade de Baggio aumentar e com isso cair também seus percentuais de acerto. Para Baggio foi o tamanho da goleira diminuiu? A culpa é que do outro lado era Taffarel o goleiro que já havia defendido uma cobrança? Ou estamos falando do quê sua mente processou? Tudo está ligado à mente, e tanto para Baggio como para Taffarel a Inteligência Emocional fez diferença naquela hora. [caption id="attachment_16742" align="alignright" width="300"] Foto: Reprodução[/caption] Mas o que é inteligência emocional? Basicamente, é a capacidade que temos em identificar a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos segundo Goleman (1995). Ele afirma ainda que somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Nos anos 80, Howard Gardner apresenta os estudos de inteligência humana, com a Teoria das Inteligências Múltiplas. Segundo essa teoria, o ser humano possui múltiplas inteligências, que trabalham de forma independente do quociente intelectual (QI) e possuem sistemas mentais próprios de desenvolvimento. Gardner (1983) considerava nove inteligências: sendo as sete primeiras musical, viso-espacial, verbal-linguística, lógico-matemática, existencial, naturalística e, de interesse específico para o campo da inteligência emocional, as duas inteligências pessoais: intra e interpessoal. Já para Peter Salovey e John Mayer (1997) consideram que as habilidades intra e interpessoais diziam respeito a uma melhor consideração das emoções e, portanto, faziam parte de uma nova inteligência: a inteligência emocional. Goleman (1995) mapeou e definiu a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
  • 1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
  • 2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
  • 3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
  • 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
  • 5. Habilidade em relacionamentos.
Atualmente, o Google (2018) fez um levantamento dos 100 assuntos mais pesquisados no Brasil. E, os mesmos foram: carreira, evolução pessoal e inteligência emocional os campeões de busca. As pessoas e profissionais estão buscando cada vez mais conhecer sobre inteligência emocional. É crescente a valorização sobre o tema e a busca por profissionais com competência emocional é o foco dos headhunters (caçadores de talentos). rabalho e convivência em equipes algo difícil, mas liderar é mais ainda. E saber lidar com os diferentes tipos de personalidade, que é criada também através das emoções vivenciadas, é vital para a construção de uma carreira profissional ou da sua empresa. De acordo com Goleman, Boyatzis e Rhee (2002) a inteligência emocional e social é o principal diferenciador no qual os profissionais e líderes devem apoiar suas competências comportamentais. Segundo eles grandes líderes mexem com as nossas emoções. Inflamam nossa paixão e inspiram o que há de melhor em nós. Quando tentamos explicar o motivo de eles serem tão eficientes, falamos de estratégia, visão ou ideias poderosas. Mas a realidade é bem mais básica: grandes líderes lidam com as emoções. Pouco importa o que os líderes se disponham a fazer — seja formular estratégias ou mobilizar equipes: o êxito vai depender de como o fazem. Ainda que eles acertem em tudo o mais, se os líderes fracassam na tarefa primordial de conduzir emoções na direção certa, nada que façam funcionará tão bem como poderia ou deveria funcionar. Saber reconhecer as suas emoções ou da equipe em que você trabalha, e como se comportam, pode fazer com que você administre melhor as adversidades. Você já se perguntou qual a emoção que você está despertando na sua equipe ou em quem você convive no ambiente de trabalho? Aprender a trabalhar as suas emoções e a do seu time em favor da equipe para todos terem o mesmo objetivo. Todas as pessoas carregam consigo cargas emocionais advindas das mais variadas situações enfrentadas ao longo de sua vida e são essas experiências que as conduzem a determinado caminho, justamente por gerarem uma emoção. Ser inteligente emocionalmente significa saber identificar, interpretar e controlar essa emoção, ultrapassando as barreiras que impedem de continuar. A inteligência emocional é essencial nas organizações contemporâneas e quando utilizada da forma adequada, o sucesso é certo. Lembrando sempre que as emoções movem pessoas, e pessoas geram resultados. Administre seu negócio. Neste texto tivemos a colaboração de nossa colega Gislaine Schlickmann Bacharela em Direito e Especialista em Ciências Penais e Especialista em Direito Penal Econômico.

Dica de Livro

Inteligência Emocional – Daniel Goleman Inteligência é emoção. QI não é destino. Livro que ajudou alterar as práticas de educação e mudou o mundo dos negócios. Das fronteiras da psicologia e da neurociência, Daniel Goleman trouxe o conceito de "duas mentes" - a racional e a emocional - e explica como, juntas, elas moldam nosso destino. A consciência das emoções é fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo. O autor mostra como a incapacidade de lidar com as próprias emoções pode minar a experiência escolar, acabar com carreiras promissoras e destruir vidas. O fracasso e a vitória não são determinados por algum tipo de loteria genética: muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados. Goleman descreve as cinco habilidades-chave da inteligência emocional e mostra como elas determinam nosso êxito nos relacionamentos e no trabalho, e até nosso bem-estar físico. GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. São Paulo: Objetiva, 1995.