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Se você não destruir seu próprio negócio, alguém o fará

Atualizado há 2 anos
Se você não destruir seu próprio negócio, alguém o fará

Foto: Reprodução

O que empresas como Cirque du Soleil, a rede de cafeterias Starbucks, a varejista Magazine Luíza ou empresa de construção Brasil ao Cubo tem em comum? Elas navegam em oceanos azuis, elas utilizam a Estratégia do Oceano Azul (EOA). O conceito da EOA foi introduzido no livro de mesmo nome Estratégia do Oceano Azul de W. Chan Kim e Renée Mauborgne de 2005. Os autores estudaram 150 ganhadores e perdedores em 30 indústrias diferentes e viram que explicações tradicionais não explicavam o método dos ganhadores. Os autores apresentam dois conceitos. O primeiro conceito da estratégia do oceano vermelho, é que composto do mercado já conhecido, as fronteiras setoriais são definidas e aceitas e as regras competitivas do jogo são conhecidas. Existe uma briga entre as empresas concorrentes que tentam superar suas rivais para conseguir uma fatia de mercado. Com o aumento do número de adversários a concorrência fica acirrada, as perspectivas de lucros e de crescimento ficam menores, problemas nos preços aparecem, os produtos se transformam em commodities e a briga ensanguenta as águas, criando os chamados oceanos vermelhos. Já na utilização da EOA, os oceanos azuis são distinguidos por espaços de mercados inexplorados, pela criação de demanda e pelo crescimento altamente lucrativo. Segundo Kim e Mauborgne (2005), para penetrar nesse oceano azul as empresas devem procurar ter “inovação de valor”, isto ocorre apenas quando as empresas alinham inovação com utilidade, preços e ganhos de custo. Para ter uma inovação de valor exige-se que a empresa reoriente todo o sistema para empreender um salto de valor para os compradores e para ela própria, assim conseguiram criar novos nichos, fazendo da concorrência um fator irrelevante. Encontram outro caminho para o crescimento, criam barreiras à imitação e encontram mercados não explorados - ou criam nova demanda - por meio da inovação. A proposta passa pelo modelo e matriz das quatro ações. Neste modelo a empresa faz uma análise do que poderia reduzir, eliminar, elevar e criar. Um oceano azul geralmente surge da análise de um problema não resolvido no oceano vermelho, é nessa resolução que se apresenta uma oportunidade para organizações. Quando mais uma empresa imita seus concorrentes, mais se torna igual a eles e esse processo, apresenta somente o preço como sendo a única diferença percebida pelos clientes. Isto leva encontrar problemas para obter um crescimento lucrativo e sustentável e que de alguma forma estrangula a inovação e a criação de valor. Por isso o mercado apresenta o conceito que se você não destruir seu próprio negócio, alguém o fará. Neste conceito a empresa deve buscar se reinventar, criar produtos e serviços que despertem uma nova demanda e que possam navegar em águas tranquilas. Se não mudar o seu concorrente vai fazer isso antes de você. Administre seu negócio.  

Dica de Livro

A revolta de Atlas – Ayn Rand Clássico romance de Ayn Rand, os pensadores, os inovadores e os indivíduos criativos suportam o peso de um mundo decadente enquanto são explorados por parasitas que não reconhecem o valor do trabalho e da produtividade e que se valem da corrupção, da mediocridade e da burocracia para impedir o progresso individual e da sociedade. O livro apresenta um cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios. RAND, Ayn. A revolta de Atlas. São Paulo: Arqueiro, 2010.