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Sua empresa tem competência para chegar aos 100 anos?

Atualizado há 2 anos
Sua empresa tem competência para chegar aos 100 anos?

Foto: Reprodução

Segundo dados do empresômetro temos atualmente no Brasil 18.934.106 empresas. Mas, na crise em 2015 cerca de 1,8 milhão empresas fecharam as portas no país, esse número engloba companhias de todos os tamanhos e setores da economia, inclusive dados de microempreendedores individuais. O total de empresas que encerrou atividades foi apurado pela Neoway, consultoria especializada em inteligência de mercado, a partir do cruzamento de dados reais de todas as juntas comerciais espalhadas pelo País e de informações obtidas no site da Receita Federal. Neste universo estão 15 categorias, partindo desde modelo de empresário individual, condomínios ou organização religiosa até grandes corporações. Para Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) a idade média das empresas brasileiras é de 11,2 anos e existem cerca de 5 milhões de empresas formalizadas, sendo 3,9 milhões de corporações com tempo de vida entre 10 e 19 anos – a faixa etária mais numerosa. Com menos de um ano de existência, há 1,2 milhão de companhias. Menos de 2% possuem mais de 40 anos, segundo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Entre este universo de 18,9 milhão de empresas, apenas 190, ou pouco mais de 0,01%, chegaram aos 100 anos de atividade. De outro lado o Sebrae (2018) apresenta relatório sobre o percentual de sobrevivência de empresas no Brasil. De cada 4 empresas abertas, 1 fecha antes de completar 2 anos de existência no mercado. Crises, revoluções, mudanças mercado, trocas de moedas e do perfil dos consumidores colidiram com esse grupo bem minoritário de companhias. Mesmo assim, elas resistiram, foram movidas pela liberdade de empreender de seus gestores, mas tinham e mantêm o que Hamel e Prahalad (1990) chamam de core competencies (competências essenciais). São aquelas competências que torna a empresa única e competitiva em relação aos seus concorrentes. Hamel e Prahalad (2005) ainda afirmam que existem três tipos de empresas: (1) empresas que tentam levar os seus clientes onde eles não querem ir; (2) empresas que ouvem os seus clientes e depois respondem às suas necessidades; e (3) empresas que levam os seus clientes aonde eles ainda não sabem que querem ir. Essas últimas empresas criam um futuro e fazem mais do que satisfazer os clientes, elas os surpreendem. Encontrar as competências essenciais de sua organização e criar um modelo de negócio de difícil imitação é um desafio, mas também cria uma grande possibilidade de manter a longevidade e quem sabe assim chegar aos 30,40 ou aos 100 anos de atividade. Administre seu negócio.  

Dica de livro

Competindo pelo Futuro – Gary Hamel e  Coimbatore Krishnarao Prahalad. Livro apresenta um painel sobre o que a empresa deve fazer hoje se quiser ocupar uma posição de liderança no futuro. Manual para empreendedores quanto um guia para a criação dos mercados de amanhã. Os autores, nesta nova abordagem à estratégia, desafiam os executivos a desenvolver a capacidade de previsão do setor, a definir uma intenção estratégica, a alavancar recursos e a revitalizar o processo da criação de novos negócios. HAMEL, G.; PRAHALAD, C. K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras ara manter o controle de seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 2005.