Aleitamento materno: a base da vida

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*Escrito por Catarine Wiggers
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Entrar no grupoEntre os dias 1 e 7 de agosto, aconteceu a “Semana Mundial da Amamentação”, considerada como um veículo para promoção do ato. Sabe, atualmente, que a recomendação internacional da duração de aleitamento materno é de dois anos de idade, sendo exclusivo até os 6 meses. Isso se deve a extrema importância da amamentação principalmente para a criança, mas também para as mamães. Bem como fortalecer o elo entre mãe e filho, é, através da amamentação, que os bebês recebem seus fatores nutritivos e imunológicos, evitando mortes infantis - 13% das mortes em menores de 5 anos podem ser evitadas através do aleitamento maternos.
É também da onde recebem proteção contra alergias e infecções, diminuindo o redução de índice de pneumonia e diarreia. A amamentação é determinante no futuro do bebê, protegendo também contra doenças crônicas como hipertensão arterial (pressão alta), diabetes e obesidade na idade adulta. O ato permite a melhora do desenvolvimento cognitivo, pois gorduras encontradas no leite ajudam na formação do sistema nervoso. Além disso, o exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é importante para o desenvolvimento craniofacial.
Para as mães, há evidências consistentes de que o aleitamento materno exerce proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama e de ovário, de diabetes tipo 2 e osteoporose. A partir da amamentação, a mamãe gasta muitas calorias, ajudando na perde de peso que ganhou na gestação, bem como na diminuição mais rápida do útero. Sabe-se, também, que o custo de amamentar é muito menor do que qualquer outra opção, e que qualidade de vida para mamãe e bebê não tem preço.
Apesar disso, existe algumas contraindicações para o aleitamento materno que podem colocar em risco a saúde da criança. A única contraindicação absoluta são mulheres HIV positivo, sendo que existem outras contraindicações relativas, que exigem uma avaliação médica mais cuidadosa, como mães em tratamento contra o câncer ou alguma outra doença debilitante, em uso de alguns medicamentos como carbonato de lítio ou com lesões de alguns vírus ou bactérias. Bem como contraindicações para a mãe, existem algumas para bebês, como por exemplo pacientes com amarelão grave, prematura com menos de 1500g ou 32 semanas gestacionais e a presença de doenças como a fenilcetonúria é uma contraindicação absoluta.
Como se percebe, não há poucos motivos para amamentar – existem muitos! É importante saber que o aleitamento é um esforço familiar, que exige dedicação e paciência da mãe, do pai e de demais familiares que ajudam no cuidado. A mamãe não pode estar estressada ou sob tensão e tem que saber as técnicas corretas de posição e pega do bebê (é necessário que a o bebê abocanhe a aréola fazendo “boca de peixinho” e a massageie com a língua) para que o aleitamento seja efetivo. Por isso, é muito importante estar em acompanhamento com seu pediatra ou enfermeira especializada no assunto, principalmente caso esteja enfrentando problemas, como baixa produção de leite ou dor (ao contrário do que muitos possam pensar, o aleitamento não é – e não deve – doer!), até porque, geralmente, a baixa produção de leite se deve a técnica e posição incorreta de aleitamento materno. E, caso o motivo seja outro, existem algumas soluções, inclusive medicamentos que podem ajudar na estimulação da produção de leite.
Capacitar mamães e papais acerca da amamentação é fundamental para permitir que a amamentação aconteça. Por isso, é importante dialogar com seu pediatra sobre vários aspectos do aleitamento materno, incluindo suas dúvidas, medos e crenças.
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