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Como Gugu mudou a minha vida e o que representou pra ela

Atualizado há 1 ano
Como Gugu mudou a minha vida e o que representou pra ela

Foto: Arquivo pessoal

A essa altura, você já deve estar cansado de ler mensagens de pessoas declarando que Gugu Liberato era uma pessoa gentil, educada, generosa e tantos outros adjetivos do bem. Nesse caso, esses clichês da hora do luto expressam a verdade. Gugu, cuja morte precoce consternou o país, era mesmo tudo isso. Trabalho há quase cinco anos para ele. Tive a oportunidade de observá-lo comandando um palco algumas vezes. Que inspiração! Mais do que apresentador, Gugu foi um grande profissional de televisão, que se envolvia e entendia muito de estratégias. E ser gentil era parte essencial dessa personalidade brilhante. Foi com essa gentileza que Gugu promoveu uma das maiores reviravoltas da minha vida. E essa história começou muito tempo antes que eu fosse contratado por ele. Em 1993, quando eu tinha apenas três anos de idade, mas já era um apaixonado por televisão, Gugu veio a Tubarão apresentar a sua "Caravana Sertaneja", em uma Produsul. Meus pais, amigos do empresário Evaldo Marcos, me acompanharam. Ficamos em um camarote ao lado do palco. Após a apresentação do cantor Donizete, passei por baixo do segurança e corri para os braços do Gugu. Ele me pegou no colo, perguntou meu nome. Eu, já exibido, tentei falar ele completo. O do meio, Waterkemper, assustou em um primeiro momento. Ele brincou e dançou comigo antes de seguir a apresentação. Vinte anos depois, resolvi resgatar essa história. Converti em mídia digital a fita VHS - os mais jovens não vão entender essa parte - daquela noite e publiquei no Instagram. Gugu, sempre muito moderno, tinha acabado de entrar na rede social nessa época. Ele viu a marcação e ficou curioso. Começamos a trocar mensagens nesse dia. Em 2015, poucos meses após minha mudança para São Paulo, surgiu a oportunidade da minha vida. Gugu e seu filho mais velho, João Augusto, inventaram um canal para o Youtube, o "Chef do Futuro". A primeira edição foi gravada, editada e publicada pelo próprio Gugu. Já com algum contato mais próximo, me ofereci para ajudar. Aquela foi uma semana intensa. Na quarta-feira o reencontrei; na quinta, fiz orçamento de equipamentos; na sexta, comprei os equipamentos; e, no sábado, estava na casa dele gravando com o João. Depois de um tempo, comecei a trabalhar para ele diretamente. Também produzi conteúdos para suas redes sociais e montei alguns sites. Gugu, sempre muito reservado, me abriu as portas da sua casa. Permitiu que eu convivesse com sua família. Nunca tive a oportunidade de falar isso, mas também foi um pouco minha família em São Paulo. A última vez que estive próximo a ele, não o encontrei. Fui a sua casa para ver João Augusto. Em setembro, demonstrou mais uma vez sua imensa generosidade. Gugu mandou um vídeo para ser exibido na festa em que comemorei meus 20 anos de comunicação. Que sorte eu tenho que ter isso eternizado! Para quem trabalhou com Gugu, ficará a lembrança de um profissional que não perdeu sua simplicidade. Portanto, se você se deparar com alguém dizendo que Gugu foi o famoso mais legal que ele conheceu, não duvide. Quanto a mim, só me resta gratidão. Primeiro, por ter sido inspiração para a minha vida. Gugu é, para mim, o melhor jornalista de entretenimento do Brasil. Segundo, por abrir as portas da sua vida para um jovem quase desconhecido, que tentava se encontrar em uma cidade grande. Se não fosse a sua GENEROSIDADE, eu não teria conquistado metade das coisas que conquistei. Se não fosse a sua GENIALIDADE, eu não teria aprendido tudo o que aprendi observando-o e seguindo seus conselhos. Ele faz parte, pra sempre, da história da comunicação do Brasil. E com muita honra também faz parte, pra sempre, da história da minha vida. Vou ser eternamente seu fã, funcionário e amigo. Vai em paz, GG.   *Inspirado em texto de Daniel Castro.