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Estão de palhaçada

Atualizado há 2 anos
Estão de palhaçada

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Em outra época, não muito distante, usar este termo (vocês) para ministros da Suprema Corte seria terminantemente proibido. Com a evolução dos tempos e o posicionamento dos atuais nobres magistrados, empregar essa terminologia e se manifestar dessa maneira, é quase que normal para a população brasileira. Apesar de restrito ensaio com empoderamento da senilidade togada quanto a liturgia da casa, no mais caracteriza-se como ambiente desastroso atinente à rigorosidade das leis. Quer dizer, se não fosse trágico passaria a ser hilariante. É ou não é uma grande arena para gente se divertir nesse circo do faz de conta.  

Pra ficar na história

A cassação do prefeito Edvaldo Bez de Oliveira de Gravatal, pela Câmara de Vereadores, será mais um triste capítulo na até então belíssima história do município das Águas Termais. O legislativo tem função de aprovar leis e fiscalizar o executivo, lógico. Porém, no atual momento do campeonato, utilizar essa prerrogativa para penalizar um gestor público por questão de repasse de duodécimo a mais ou a menos e pequeno acerto em secretaria de agricultura, convenhamos, pressupõe mais picuinha política do que descumprimento administrativo. Por conta disso, Gravatal não merece andar para trás. Legislativo e executivo carecem enxergar as necessidades básicas da coletividade. No mais, esses tapas e beijos resvalam negativamente no conceito de cidade turística de Santa Catarina.  

Novela mexicana

Ao que parece a tão propalada reabertura do Cemitério Central de Tubarão está próximo de ocorrer. A audiência pública desta semana, com intensa participação popular e com discussões relevantes, deu mostras de sinal verde para a volta de sepultamento no citado campo santo. No entanto, pela leitura maçante das muitas páginas do processo, com exigência e determinação dos órgãos ambientais, mesmo que seja aprovado pela Câmara de Vereadores, a adequação de recuo de 5 metros de túmulos com o muro, há quem diga que levará ainda algum tempo para completa liberação. Uma coisa é certa, a maioria dos tubaronenses aguarda com muita expectativa o pleito concluído. Que assim seja.  

Nem com reza braba

Na vida pública brasileira se apertar bem, acredite, sobra muito pouco das atuais excelências. Seja no executivo, legislativo e judiciário, ilibação e honradez é artigo de luxo. Durante os 197 anos de independência do país, incluindo o período Colonial, Império e República, o Brasil vivenciou de tudo. Por mais que seja uma nação riquíssima, com belezas naturais e sem grandes catástrofes, a população com cerca de 200 habitantes, em sua grande maioria, trilha por caminhos tortuosos. Como na antiga Monarquia, os muitos súditos cabisbaixos seguem os ditames dos reis intocáveis do poder, no eterno domínio da elite, de direita, do centro e da esquerda. Pobre Brasil, manda quem pode, obedece quem tem juízo.  

Abscôndito do socialismo

Ainda em condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, o chefe da esquerda brasileira, Lula da Silva, após receber abonação do STF para sua liberdade provisória, está em caravana por todo país. Apesar de estar enquadrado na lei da ficha limpa, proibido de ser candidato, o ex-presidente discursa por onde passa como se fosse, como ele próprio diz, o homem mais honesto do planeta. Pois é, o defensor dos mais pobres, com patrimônio estimado em 7 milhões de reais, sem contar o montante milionário dos filhos, está incluído na portentosa disfarçada elite brasileira. Lula não é ator mas é um exímio artista do bizarro tablado político.  

Armados até os dentes

Não durou nem um ano a relação pacífica do presidente Bolsonaro e do governador Witzel. Apesar de siglas diferentes, a dupla venceu as eleições na mesma corrente, de eliminar o mal pela raiz. Ou seja, tirar das mãos dos corruptos o comando administrativo tanto dos estados quanto do governo federal. Em se tratando de política, não precisa ser conhecedor do assunto para entender que ao chegar no poder as coisas mudam, indiferentemente de cor partidária. Não é nem questão de responsabilidade, mas de ego mesmo. O que causa dúvida é que Bolsonaro gosta de armas, Witzel simplesmente adora. Na treta dos fuzis apontados em direção oposta, resta saber quem apertará primeiro o gatilho, ou vão deixar para os snipers. Como na época do bang-bang americano, haja xerifes para apaziguar "os mocinhos" aloprados.  

Banco X Agência lotérica

Instituições privada ou pública que atendem diariamente milhares de clientes. Quando o tema é atendimento aos cidadãos, exige-se critérios tanto para a empresa quanto para o público. Foi nessa direção que o assunto veio à tona na Câmara de Vereadores de Tubarão. Regulamentar os serviços para que não haja problema para ambas as partes. Projeto de lei, de autoria do edil Alexandre Moares, altera dispositivo no tocante à igualdade de atendimento em tal grau dos bancos quanto das lotéricas, até porque não há comparação de faturamento, ambiente e espaço físico. Mesmo assim, vereador Gilson Paes Vieira apresentou um projeto complementar exigindo que as lotéricas disponibilizassem 12 poltronas para as pessoas idosas, humanamente impossível pela exiguidade do recinto. Houve polêmica e o Chumbinho pediu vista. Pelo jeito deve ficar como está.