A diferença entre um credor e um devedor é que o primeiro tem uma memória muito melhor

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Nestes últimos dias o mundo iniciou uma corrida frenética atrás de crédito. Pessoas e principalmente as empresas, que foram obrigadas a paralisar suas atividades, pela investida da pandemia do Corona vírus, estão buscando alternativas para resolver problemas de fluxo de caixa.
O pensamento mais comum de todos foi de bater na porta de algum banco, e conseguir crédito. Mas, a lei da oferta e da procura é implacável. Buscar crédito quando se precisa é algo extremamente delicado, estressante e caro. Sim caro, o dinheiro quando em pouca oferta e grande demanda, tende a ficar caro, muito caro.
Quando um recurso é oferecido em situação normal de concorrência, a negociação se desenrola em uma base racional pelo tomador e o emprestador de dinheiro. Dinheiro é um produto como outro qualquer, mas detalhe, ele é basicamente o único produto de uma instituição financeira, daí ela tem muito “carinho” por ele.
Segundo Paiva (1997, p.98), “a palavra crédito deriva do latim credere que significa acreditar, confiar”. Para uma instituição financeira, crédito refere-se, principalmente, à atividade de alocar um valor à disposição de um tomador de recursos sob a forma de um empréstimo ou financiamento, mediante compromisso de pagamento em uma data futura (BRITO; ASSAF NETO, 2006).
O crédito geralmente envolve a expectativa do recebimento de um valor em um certo período de tempo. E, aí aparece uma coisa que chamamos de evento de default, que nada mais é o não cumprimento de uma cláusula de um contrato de empréstimo por parte do devedor, em especial o não pagamento. O risco de crédito então começa a ser algo desejado, utilizado e amplamente medido pela instituição financeira. Cada um de nós, pessoas ou empresas, temos um determinado grau de risco e elas sabem disso, sabem melhor até do que nós mesmos. Os riscos considerados de boa qualidade são chamados de investment grade (ou grau de investimento). Os investimentos especulativos, com maior possibilidade de calote, são os chamados speculative grade.
As informações sobre clientes são importantíssimas, e sem dúvida, requisito fundamental para análise subjetiva do risco do crédito. Essas informações são tradicionalmente conhecidas como os “Cs” do crédito. Segundo Weston e Brighman (2000) os “5 Cs” são: Caráter, Capacidade, Condições, Capital e Colateral.
O caráter refere-se à índole, firmeza de vontade, personalidade da pessoa ou empresa para cumprir o contrato. Capacidade está relacionada à habilidade administrativa e à competência empresarial dos dirigentes de uma empresa e potencial de produção ou de comercialização dessa empresa. O “C” das condições está relacionado a uma série de fatores que podem afetar o desempenho de uma empresa, como por exemplo, os fatores externos como o COVID-19. Já o “C” de capital refere-se à posição financeira. E, o “C” de colateral refere-se à capacidade do cliente em oferecer garantias que se constituem numa segurança adicional que, na sua falta, pode inviabilizar uma concessão de crédito. Que são as garantias classificadas em reais e as pessoais. Se sua empresa ou você não apresenta um “C” destes, a sua possibilidade de crédito ou ficará bem mais longe, ou ficará bem mais cara.
Para calcular esse risco de crédito temos vários métodos disponíveis, mas os que são considerados mais eficientes são os que utilizam à estatística e a teoria das probabilidades, que são valiosos instrumentos para tomada de decisão. Também são utilizados métodos de simulações de situações reais e finalmente métodos pela experiência anterior. E, se sua instituição for utilizar esse método com você ou sua empresa, é bom sempre se lembrar da frase que diz: a diferença entre um credor e um devedor é que o primeiro tem uma memória muito melhor! Administre seu dinheiro.
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