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Não me importo nem tanto em ganhar dinheiro, como em defender meu ponto de vista e avançar

Atualizado há 2 anos
Não me importo nem tanto em ganhar dinheiro, como em defender meu ponto de vista e avançar
Reza a lenda que Cornelius Vanderbilt foi conversar Jacob Baican Becker no Farmen Bank para pedir um emprego. Chegando lá Jacob pergunto se ele jogava, a resposta foi sim, que sempre tentava sorte na loteria e no pôquer. Backer lhe disse, vá e volte daqui um tempo, volte dentro de um ano e quando estiver livre do jogo quem sabe poderá trabalhar aqui. E Cornelius assim o fez. Após um ano ele voltou e Jacob perguntou se tinha deixado o jogo e Cornelius disse que sim. Becker resolveu novamente fazer outra pergunta. Você bebe? E Cornelius respondeu que às vezes. Como trabalhava como pescador, geralmente sempre arriscava alguns goles na água ardente de cereais. Becker olhou e lhe disse, vá e pare de beber. Se você parar de beber, volte daqui a um ano e terá alguma chance conosco. Novamente após um ano Cornelius se apresentou a Becker e este lhe perguntou, você fuma? E Cornelius lhe respondeu: “quem na pescaria por vezes não se arrisca em um pito de fumo? Sim, fumo um cachimbo”. E Becker disse, vá e se parar de fumar volte daqui a um ano que poderá trabalhar conosco. Já havia passado do prazo de um ano determinado por Becker e quando Cornelis Vanderbilt entra na sala de Becker, este exclama: achei que havia desistido do emprego? E a resposta dele foi, na verdade vim aqui dizer que não preciso mais do emprego. Com abandono dos vícios me dediquei ao trabalho e prosperei. Vim agradecer os conselhos e se foi, tinha menos de 17 anos. Esse homem morreu com 82 anos em 1877 com uma fortuna de US$ 250 milhões e foi considerado o segundo homem mais rico dos Estados Unidos da América em sua época, perdendo somente para John D. Rockefeller, por apenas alguns dólares. Cornelius Vanderbilt ganhou o apelido de “Comodoro” fez fortuna, mas também era considerado cruel nos negócios, pois em alguns casos usava a concorrência predatória e o monopólio a seu favor. Já em outros casos criou, por exemplo, o modelo da linha popular na travessia das balsas, a chamada linha do povo e construiu a maior estação de trem do mundo a estação de Nova York. Iniciou nas balsas que cruzavam o rio Hudson em Nova York aos dezesseis anos quando comprou seu primeiro barco. Já aos vinte anos era rico atuando na marinha mercante com balsas, barcos e depois em navios a vapor, teve mais de cem barcos deste tipo. Em 1950 teve ideia e criou uma empresa que fazia transporte transoceânico entre o Atlântico e o Pacífico. Notou que a expansão da marinha mercante estava já no limite e deu uma guinada e resolver investir em um mercado que estava em expansão no segmento dos transpores, na construção de ferrovias. Foi vendendo aos poucos os barcos e construindo linhas férreas e com isso foi considerado o maior empregador dos Estados Unidos da América, com mais de 180 mil funcionários. Depois resolveu novamente se reinventar e começou a comprar as linhas férreas e criou um império de transporte de ferrovias sendo a maior empresa do mundo neste segmento, a Accessory Transit Company. Já com mais de setenta anos começou atuar no mercado financeiro e por último resolveu sair aos poucos das linhas férreas e viu oportunidade de investir em um produto novo que surgia, o petróleo. Sua ideia foi de atuar somente transporte de produtos e não mais de pessoas. Comodoro Vanderbilt teve perdas pessoais com a morte se sua esposa e filho preferido. Foi enganado por seus gerentes que tentaram roubar sua empresa. Também teve roubo fraudulento por especuladores de mercado financeiro. Enfrentou períodos como da guerra anglo-americana e teve outros infortúnios ao longo da vida. Quero demonstrar com essa história do Comodoro Vanderbilt, a devotada capacidade de um empreendedor se reinventar e de sempre querer se manter atualizado. Sua disciplina criou o império tanto na marinha mercante como na construção das linhas férreas ou empresas de transporte. Com o empreendedorismo criou milhares de empregos e reinvestiu sempre em seus negócios acreditando em sua capacidade gerencial. Tirando nossa crítica por alguns comportamentos do Comodoro principalmente na forma de concorrer em alguns negócios, é notório que deixou um legado de sempre buscar oportunidades e acreditar novos empreendimentos, mesmo em período ruins como de guerra, doenças e nas situações adversas do mercado. Sempre existem chances basta você ficar atendo ao mercado. A frase de Vanderbilt que dá título ao nossa coluna mostra essa sua capacidade de sempre buscar algo novo e seguir em frente. Administre seu negócio.  

Dica de Livro: Por que fazemos o que fazemos – Mário Sérgio Cortella

O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? As principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade a si e ao seu emprego. O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira, mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como 'Paciência na turbulência, sabedoria na travessia', é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal. CORTELLA. Mário Sérgio. Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização. 1. ed. São Paulo : Planeta, 2016