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Administre por objetivos

Atualizado há 2 anos
Administre por objetivos
Em 1954 Peter Drucker escreveu um livro que revolucionou a Administração, principalmente pelo seu senso de intenção prática e deu início a chamada Escola Neoclássica na Administração. Dizia ele: “O desempenho esperado de um gerente deve ser o reflexo que se espera dele quanto à realização dos objetivos da empresa; seus resultados devem ser medidos pela contribuição que estes irão dar para o êxito do negócio. O administrador tem de saber e entender o que as metas da empresa esperam dele em termos de desempenho, e o seu superior deve saber que contribuição pode exigir e esperar dele e deve julgá-lo de conformidade com a mesma”. Chamada de APO (Administração por Objetivos) consiste em criar um alinhamento relacionando metas pessoais com a estratégia do negócio, por meio do aumento da comunicação e das percepções compartilhadas entre gerência e os subordinados, em todos os níveis administrativos, seja como indivíduos ou como um grupo. Drucker dizia que o desempenho gerencial não é conduzido para um objetivo comum, somente faria isso se tivesse consciência plena deste objetivo. Também afirmava que uma empresa não sobrevive buscando somente um objetivo, como o lucro, por exemplo, mas um conjunto de oito objetivos-chaves para o negócio. Estes objetivos são: Posição de mercado, inovação, produtividade, recursos físicos e financeiros, rentabilidade, desenvolvimento dos executivos, desenvolvimento da mão-de-obra e responsabilidade pública. As ideias de Drucker causaram um forte impacto nas organizações e na forma de gerir as mesmas. Poderíamos falar aqui mais sobre as características, requisitos e processos de implantação, vantagens, desvantagens, limitações ou críticas a APO. Mas gostaríamos de falar sobre as razões para o uso da mesma, pois estas respondem muitos questionamentos de gestores de empresas. Vamos a elas então. A primeira razão seria da tendência das pessoas de se preocuparem mais com o trabalho em si do que com os resultados. Neste sentido as pessoas tendem a fazer seu trabalho bem, mas pouco se perguntam sobre a validade do que fazem, isto é, se o que fazem é o que deveria ser feito. A segunda razão é que os mecanismos de controle das empresas apresentam uma tendência a incidir sobre os meios e não sobre os resultados trazendo assim um desperdício de recursos. A terceira razão é de existir uma tendência de designar mais recursos às atividades menos importantes, mas que são as mais visíveis e que apresentam resultados imediatos. A quarta razão seria a paralização de ações pela falta da visão sistêmica da maioria das pessoas, que sobrecarregadas de atividade e tarefas perdem a visão de conjunto da organização. E, finalmente a quinta razão a propensão para conduta inercial, ou seja, ocorrendo ou não mudanças tanto no ambiente interno ou externo, às pessoas continuam fazendo sempre o que fizeram. Para quê mudar? Sempre foi assim! Infelizmente muitas pessoas não se questionam sobre aquilo que já se tornou rotina (LACOMBE; HEILBORN, 2008). Na APO os administradores e gestores devem informar para cada subordinado como ele deve contribuir para alcançar os objetos e quais são os objetivos-chaves do negócio da organização. Apresentar também as metas, e que essas possam ser seguidas de forma clara, concreta e mensurável. Quando não existe uma ação administrativa concreta neste sentido, com relaxamento do controle pelos gestores ou que as metas estabelecidas para pessoas fiquem fora de alcance, tenderá aparecer de forma antecipada e rápida os conflitos. Administre seu negócio.  

Dica de Livro: A riqueza da vida simples – Gustavo Cerbasi

Neste livro, faz proposta de um novo modelo de construção de riqueza, baseado em escolhas sustentáveis. Em vez de abrir mão de qualidade de vida para manter um padrão incompatível com a sua realidade, o autor propõe reduzir os custos fixos, adotar o minimalismo e ter fartura apenas do que é genuinamente importante para você. O foco é na redução das ineficiências relacionadas ao padrão de vida. Não se trata de poupar centavos, mas de fazer mudanças estruturais que deixem sua vida financeira menos engessada.

CERBASI, Gustavo. A riqueza da vida simples. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.