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Inovar em tempos de crise

Atualizado há 2 anos
Inovar em tempos de crise
Segundo Índice Global de Inovação (IGI) no estudo da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), na edição de 2019, a Suíça é o país mais inovador do mundo. Após a Suíça, estão Suécia, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido. O Brasil ocupa a 66ª posição entre 129 países pesquisados. Para criar esse ranking são analisados 80 indicadores, que vão desde medidas tradicionais, como investimento em pesquisa e desenvolvimento e aplicações de patentes e marcas registradas, até indicadores mais recentes, como criação de aplicativos para telefones celulares e exportações de alta tecnologia.

Mas como inovar em tempos de crise?

O economista Joseph Schumpeter (1883-1950), cunhou o termo sobre a destruição criativa, que seria um processo de destruição de uma situação com uma posterior reconstrução. Com a destruição permanente da situação antiga, destroem-se hábitos de consumo e investimentos antigos e criam-se novos, criando assim nova disposição dentro da sociedade, que leva ao progresso econômico criam-se assim novos empresários, o empresário denominado inovador ou empreendedor que possui um papel central na dinâmica capitalista (PAIVA; CUNHA; SOUZA JÚNIOR; CONSTANTINO, 2018). Tempos de crise geram mudanças e exigem um novo posicionamento. A forma como pensamos influencia a maneira de reagirmos. Normalmente, na crise, nosso organismo se organiza para se defender. Nosso comportamento pode seguir dois caminhos: recuar ou avançar.

(1) RECUAR é a opção de quem está inseguro, deixando a incerteza tomar conta.

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As pessoas ficam gerenciando o curto prazo, apagando incêndios, lidando desordenadamente com os medos, ansiedades, conflitos, negativismos, até chegar a um comportamento de inércia e de paralisia. Recuar em momentos de crise pode se transformar em desistência de tudo o que se conquistou até o momento. A pessoa fica olhando somente para o urgente, se desmotivando e desistindo de construir um novo futuro, de priorizar o importante. Significa ficar parado ou, até mesmo, andar para trás.

(2) AVANÇAR O segundo comportamento é avançar, reagir, inovar. É olhar para os problemas como solucionáveis e buscar inovação como motivação para criar soluções de forma rápida. Vivemos um momento histórico que exige de nós muita proatividade, criatividade, ambição, coragem para criar alternativas.

Neste período de pandemia, vemos exemplos de empresas e profissionais se reinventando, inovando, desenvolvimento novos produtos e serviços, métodos, funcionalidades, processos, a fim de gerar melhorias na qualidade do que já existe. São as inovações incrementais, voltadas a melhorias do que já existe, conforme pensado pelo economista Schumpeter. Mas, Schumpeter também descreveu sobre as inovações radicais. As radicais são baseadas na criação de algo totalmente novo, gerando grandes mudanças. É desta inovação radical que precisamos de protagonistas. É urgente apresentar o produto e serviço com uma nova cara para os clientes. E, certamente, esta inovação vai depender da criatividade desenvolvida pela equipe de profissionais, das parcerias com outras empresas e com profissionais especialistas. Vai precisar de novas habilidades, assim como da vontade da equipe vencer estes obstáculos, pois as soluções não surgem sem esforço. O mundo mudou em poucos meses o que tinha deixado de mudar nos últimos anos. As empresas estão tendo de mudar da noite para o dia, trocar o modelo mental (mindset) e formas de atuar. O mercado requer que tenhamos o foco no futuro, no cliente das próximas décadas. Para sairmos da 66ª posição precisamos dar um salto de qualidade, inventando o que ainda não foi apresentado ao nosso cliente. Administre seu negócio. Neste texto estamos também inovando, tive a participação do Mestre em Administração Álvaro Antônio Dal Molin Flores, meu primo. Com grande talento e atuação no Marketing, ele nos brindou com a sugestão da pauta, com parte do texto e que fez ainda a sugestão de livro. Agradeço imensamente sua participação, pois o momento da pandemia também serviu para unir mais nossa família.  

Dica de Livro: A Startup Enxuta Eric Ries

RIES, Eric. A Startup Enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem sucedidos. Rio de Janeiro: Sextame, 2019. Neste livro mais atualizado, se discute um modelo de negócio que orienta negócios para inovarem em algo novo em condições de incerteza. O aprendizado é validado com a prática, com a experimentação contínua, com métricas que avaliam o progresso a cada etapa concluída, minimizando desperdícios de tempo e recursos, para se aproximar daquilo que o cliente supostamente deseja ou espera como algo de valor. Adequado aos novos tempos, ao novo normal.