Pelé, o melhor de todos

Foto: Paulo Vitale/Veja
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o melhor de todo lugar.

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Em 1974 fui ao Rio de Janeiro visitar meus tios.
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Entrar no grupoMas minha atenção e alegria como torcedor era em ver o time do Internacional com Falcão, Carpegiani, Figueroa. Time que depois foi campeão brasileiro nos anos de 1975 e 1796. Garoto fiquei encantado com tamanho do Maracanã que estava lotado. Pairava no ar o som da torcida, a movimentação dos jogadores. Ali naquele momento só se respirava o futebol, fiquei maravilhado.
Meu tio vendo meu encantamento, dias depois convidou novamente para outro jogo no Maracanã, só que nesse jogo tinha Pelé, isso Pelé. Quase enlouqueci de ansiedade.
No mundial de futebol de 1970 lembro que incomodei minha mãe para comprar uma camiseta do time do Brasil, mas tinha de ser a número dez, a dez de Pelé. Naquela época era difícil encontrar em Lages, minha cidade natal, lojas esportivas como hoje temos. E, encontrar uma camiseta da seleção, ainda mais, a camiseta número dez de Pelé era quase impossível. Incomodei tanto que ela comprou uma camiseta amarela e também comprou um número que costurou nas costas da camiseta. Eu lembro que desfilava com orgulho no campinho de futebol, pois na minha cabeça era se como eu estivesse usando a camiseta dele, e estaria amparado pela magia do rei do futebol.
Voltando ao jogo do Maracanã, nem preciso dizer que tinha mais de cem mil pessoas, estava lotado. Não tirava o olho dele me lembro do zagueiro Brito e do lateral Marinho tentando marca-lo, mas como pouco ou nenhum sucesso. Pelé jogou e jogou muito. O placar três a zero para Santos, com um gol de Pelé e dois passes dele para os outros gols. A cada lance dele o estádio vinha abaixo, a grande maioria aplaudia e gritava: “Pelé, Pelé”. Até a torcida do Botafogo se rendia a magia do rei. Fiquei nas nuvens, pois eu tinha visto o rei do futebol.
Sinto orgulho só de ter visto um simples jogo, um só dele, do rei do futebol, mas até hoje tenho essa lembrança muito viva. Pelé foi escolhido o atleta do século e fez 1.281 gols, comparando com outro ídolo mundial do mesmo esporte, Diego Maradona, esse fez 365, ou seja, Pelé fez 3,5 vezes gols a mais que Maradona.
Pelé foi tão grande e tão importante que em qualquer lugar do mundo que você vá, se você for e levar uma camiseta amarela da seleção brasileira, as pessoas irão dizer Pelé.
Pelé é uma palavra que não quer dizer nada, mas sempre significou ser o melhor, “o cara é o Pelé do time, o cara é o Pelé das finanças e por aí vai”. No mês do aniversário dele, gostaria de lembrar que o Brasil tem de homenagear seus expoentes. Esquecemo-nos de forma rápida o que representam pessoas como Pelé, Ayrton Senna, Rui Barbosa, Monteiro Lobato, Heitor Villa-Lobos ou Santos Dumont, dentre muitos outros.
Esses gênios em suas atividades levaram e levam ainda até hoje, o nome de nosso país. Uma parte ainda da população com inveja prefere muitas vezes encontrar falhas, aquelas falhas que todo ser humano apresenta e não a arte, a competência ou a genialidade.
Um país para ser grande precisa manter sua história e memória viva destas pessoas que a fazer seu esporte, sua arte ou literatura, fizeram sempre o melhor. Temos de utilizar esses exemplos como modelo para novas gerações.
Salve Pelé! Viva ainda por muitos anos, e que as homenagens permaneçam e continuem ainda por muitos anos. Na lembrança, teremos ainda assim eternizadas as jogadas que ele fez na busca de ser vencedor, mas conseguiu na verdade ser o melhor de todos, ser o Pelé. E, com sua genialidade nos encheu com o orgulho, o orgulho de sermos brasileiros.
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