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PRIMEIRA MÃO - Quem é capaz de medir a dor alheia?

Leia também: Diamante, Jeep Club, igrejas, Daisson, Estevão, Nescau, Alessandro Motta, Capivari e outras notas.

Atualizado há 7 horas
PRIMEIRA MÃO - Quem é capaz de medir a dor alheia?

Foto: Reprodução

É incrível como certas pessoas têm a capacidade de julgar a dor alheia. Essa é uma habilidade tão inerente ao caráter de quem o faz, que nem deveríamos nos surpreender. Mas ainda nos irritamos e nos magoamos. Quanto pesa uma dor? Existe dor maior e mais legítima que a outra? Momentos de dificuldade são imensuráveis para quem sente. A dor é subjetiva, particular e não dá para se medir em números, pois o que para mim pode ser algo simples, incapaz de causar estragos, para o outro pode ser um abalo nas estruturas de sustentação. Como o ser humano pode ser tão egoísta a ponto de não se calar quando não pode - ou não quer - acalentar alguém que está carente de palavras de conforto? Como alguém pode ser capaz de atirar o próximo ao precipício? Para uma dor, não existem fórmulas milagrosas. Mas existe a compaixão. Se não somos capazes de medicar nossas próprias mazelas, como podemos exigir do outro uma fortaleza de alma? Lágrimas de crocodilo não curam feridas alheias. Só escancaram um buraco que está longe de cicatrizar.  

Todo mundo perdeu

Na enchente que assolou Tubarão há duas semanas, ninguém que perdeu, perdeu mais ou menos. Para cada família, o sentimento de impotência ao avistar seus bens se esvaindo com a água - da chuva ou do rio - tornou-se um trauma. Não é o momento de dividir. É o momento de fazer valer a nossa história de luta, reconstrução, união e amor ao próximo. Ao invés de julgarmos quem merece solidariedade e atenção - especialmente do poder público - devemos brigar por atenção a todos, indistintamente.  

Memória

As águas do Rio Pai Feroz reavivaram a memória do tubaronense e o remeteu a 1974, ano da catástrofe que deixou cicatrizes imensuráveis em nossas famílias. Enquanto uns esperneavam, muitos se mobilizaram pra ajudar a resolver o problema dos alagamentos e acolher os desabrigados. Nosso reconhecimento aos colaboradores da Diamante Energia, aos membros do Jeep Club e às igrejas católica e evangélicas que voltaram a ser palco da mais forte demonstração de amor e empatia.  

Premiado

O programa "Saúde Mais Perto de Você", da Fundação de Saúde de Tubarão, foi premiado durante o 7º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde, em Blumenau, na última semana. “Nós continuamos a realizar este trabalho para que a população tenha sempre o melhor resultado e a melhor saúde, e que todos tenham sempre o melhor atendimento possível”, comemorou o presidente Daisson Trevisol.  

Licença

Deputado Felipe Estevão (UB) pediu licença da Assembleia Legislativa para cuidar da saúde e focar no projeto de reeleição. O primeiro suplente Osmar Vicentini, de Guabiruba, assume a cadeira por 30 dias.  

Miss tragédia

Em 2012, a modelo brasileira Nana Gouveia viralizou nas redes sociais ao publicar fotos posando no meio dos destroços provocados pelo Furacão Sandy, em Nova Iorque (EUA). 10 anos se passaram e vimos um corretor de imóveis tubaronense - conhecido por produzir vídeos um tanto quanto "curiosos" - fazer algo semelhante com seu outdoor de pano de fundo para reportagens de TV que relatavam a enchente em Tubarão. Seria ele o novo "Miss" Tragédia.  

Curtas

Ficaria estranho tirar agora Guilherme Daufenback, o Nescau, da secretaria de Infraestrutura, depois do trabalho que este executou durante as cheias...  ... inclusive dando a cara à tapa, literalmente.  Amigo Alessandro Motta, bastante prejudicado pela enchente que atingiu o bairro Dehon, avisa que a conveniência SOS já está funcionando normalmente.  É bom saber que o EXTRA.SC serve de inspiração para quem está começando. Mas, vale uma sugestão: não copie descaradamente...  ... criar a sua própria identidade é fundamental.  Vereadores de Capivari de Baixo passaram algum tempo trabalhando num caminhão de lixo como forma de "homenagear" o Dia do Gari... ... será que também arrancaram a chave do caminhão a força?  

Pra acabar

Parafraseando Álvaro Lopes (1934-2016), dizem mas não afirmo: a quantidade de político virando religioso em ano de eleição é capaz de encher a Catedral.