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CASO BRUMADINHO: CPI afirma que companhia sabia dos riscos e pede o indiciamento de dirigentes da Vale

Atualizado há 49145 horas
CASO BRUMADINHO: CPI afirma que companhia sabia dos riscos e pede o indiciamento de dirigentes da Vale

Foto: Andre Penner/AP

Após seis meses de investigação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho aprovou relatório final, na tarde desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. O documento, que foi aprovado por unanimidade, pediu o indiciamento de 13 funcionários da Vale e da TÜV SÜD, inclusive da diretoria da mineradora por homicídio doloso eventual, quando se assume o risco de mortes. Nas palavras do relator da CPI, o Deputado André Quintão (PT/MG): "Foi um crime, crime doloso, com dolo eventual, e cabe à CPI apresentar a sugestão de indiciamento" Além do crime de homicídio, em tese, pratico com dolo eventual, a CPI solicita que 13 pessoas respondam por lesão corporal e crime de dano, são elas:
  • Fábio Schvartsman – diretor-presidente da Vale à época do rompimento
  • Gerd Peter Poppinga - diretor-executivo de Ferrosos e Carvão da Vale
  • Lúcio Flávio Gallon Cavalli - diretor de Planejamento da Vale
  • Silmar Magalhães Silva – diretor operacional de Pelotização e Manganês Sul-Sudeste da Vale
  • Renzo Albieri Guimarães Carvalho - gerente de Geotecnia da Vale
  • Alexandre de Paula Campanha - gerente executivo de Geotecnia Corporativa da Vale
  • Joaquim Pedro de Toledo - gerente-executivo de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste da Vale
  • Rodrigo Artur Gomes Melo - gerente-executivo do Complexo Paraopeba da Vale
  • César Augusto Paulino Grandchamp - geólogo da Vale
  • Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo - gerente de Geotecnia Corporativa e Gestão de Risco da Vale
  • Cristina Heloiza da Silva Malheiros - engenheira geotécnica da Vale e responsável pela Barragem B1
  • André Jum Yassuda – auditor da Tüv Süd
  • Makoto Namba – auditor da Tüv Süd
O relatório, ainda, considerou que a Vale praticou poluição qualificada e danos à fauna aquática. O relatório, além de nomear os responsáveis pela tragédia, faz mais de uma centena de recomendações a órgãos públicos, com o intuito de evitar novos desastres na atividade de mineração. Vale salientar, ainda, que o geólogo César Grandchamp e os dois auditores da Tüv Süd foram indiciados pela falsificação dos laudos que permitiram a Mina Córrego do Feijão a continuar a operar, apesar de o fator de segurança estar abaixo do recomendado. Notas Em nota, a Mineradora em questão afirmou que não concorda com a sugestão do indiciamento de seus funcionários e executivos. Já a TÜV SÜD destacou que não comentará o relatório. Tendencioso Policiais federais envolvidos nas investigações consideraram tendencioso o relatório. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, para os policiais, os parlamentares foram mais políticos do que técnicos. Queremos novidades...