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📰 Cotidiano

Celebrações da Igreja Católica permanecerão sem fiéis

Bispo Dom João Francisco Salm explica que normas da portaria estadual inviabilizam a entrada de fiéis nas missas.

Atualizado há 50391 horas
Celebrações da Igreja Católica permanecerão sem fiéis

Foto: Divulgação

Mesmo com a autorização, por meio de portaria do Governo do Estado, para a realização de celebrações religiosas com a presença de fiéis, a Diocese de Tubarão decidiu que suas igrejas não irão autorizar a entrada de pessoas em suas missas, pelo menos até o dia 3 de maio. Em entrevista para a Rádio Tubá, na manhã desta quarta-feira (22), o bispo Dom João Francisco Salm justificou que o decreto impõe uma série de regulamentações que inviabilizam a abertura das celebrações para o público. Por isso, as missas seguirão restritas às transmissões via internet, emissoras de TV e rádio, como já estavam sendo feitas durante o tempo de isolamento social. "Nós gostaríamos de ter todo o povo na igreja, celebrar, ter nossas liturgias bonitas, as igrejas cheias, ter os encontros das pastorais. Porém, do que adianta ter tudo isso agora, provocar uma contaminação, provocar mortes, e depois, quando tudo tiver passado, a gente não puder mais se reencontrar com todos, porque alguns partiram. Não queremos contribuir com uma catástrofe", apela o religioso.  

O que diz a portaria?

Para igrejas e templos, a portaria estabelece que eles só podem realizar celebrações com 30% da capacidade máxima do local. Pessoas do grupo de risco, que inclui idosos, imunodeprimidos e imunossuprimidos, não poderão frequentar as atividades religiosas, nem mesmo de maneira individual. Durante os cultos, os fiéis devem manter uma distância de 1,5 metro entre si, e a instituição religiosa deve garantir que todos higienizem as mãos com álcool em gel a 70% e usem máscaras. De acordo com a determinação do Governo do Estado, os lugares de assento em templos e igrejas deverão ser disponibilizados de forma alternada entre as fileiras de bancos, devendo bloquear-se de forma física aqueles que não puderem ser ocupados.