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Negócios

Estimando prejuízo de R$ 150 milhões, lojistas pedem ajuda a deputados estaduais

Documento assinado pela CDL faz apelo a parlamentares: "nossa categoria não pode continuar a pagar sozinha o ônus da crise sanitária”.

Atualizado há 5 anos
Estimando prejuízo de R$ 150 milhões, lojistas pedem ajuda a deputados estaduais

Foto: Reprodução

Há 22 dias as lojas de Santa Catarina não abrem as suas portas. Com exceção de alguns setores, como o da construção civil e o automotivo, todos os outros negócios seguirão fechados até que o Governo do Estado decida amenizar o decreto de isolamento social. Em Tubarão, o prejuízo do comércio, uma das principais fontes de renda do município, já são calculados pela CDL. Estima-se que o valor ultrapasse R$ 150 milhões, especialmente por se tratar de uma época festiva, a Páscoa. Esta semana, a entidade endereçou ofício aos deputados estaduais solicitando que revisem o decreto que impede aquilo que os empresários chamam de "sustentabilidade econômica". O documento ressalta que “desde o início deste processo pandêmico [...] nossos associados, em sua maioria pequenos empreendedores, vem sendo a categoria mais prejudicada. [...] Nossa categoria não pode continuar a pagar sozinha o ônus da crise sanitária”. A entidade justifica, na carta, que outros setores seguem abertos ao público. "Os maiores, [...] locais que recebem, diariamente, um grande número de consumidores, enquanto as pequenas lojas que recebem um número muito inferior de consumidores no dia a dia, ficam de portas fechadas. Tal pleito é urgente, sob pena de muitos de nós fecharmos a porta com demissão em massa”.  

Carta ao governador

Um outro documento, assinado pela CDL, foi endereçado ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL), também manifestando a necessidade da retomada imediada das atividades do comércio, sob pena de "enormes e irreversíveis prejuízos à toda classe empresarial. [...] Torna-se imprescindível que conjuntamente às medidas de enfrentamento à doença, sejam editadas normas, decretos e condições paliativas para que as atividades do varejo em geral se mantenham, mesmo que minimamente, seja com a redução do quadro de funcionários para atendimento ao público, além de todas as demais medidas de segurança e saúde informadas para o combate à doença”. Em Tubarão, segundo a CDL, as empresas estão dispostas a manter as normas de segurança e por isso solicitam a abertura dos estabelecimentos. "Tais medidas objetivam a manutenção ao enfrentamento e controle da COVID-19 sem, contudo, inviabilizar as atividades empresariais, o que já está acontecendo caso ações emergenciais não sejam tomadas imediatamente em prol do setor que mais gera emprego e renda em todo o estado".