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🏛️ Política

Dos deputados do sul de SC, Daniel Freitas (PSL) foi o que mais usou cota parlamentar no 1º semestre

Seu gasto foi de R$ 169 mil, 74,4% do valor disponível. Geovania de Sá (PSDB) usou 65,3% e Ricardo Ghidi (PSD), 37%.

Atualizado há 57137 horas
Dos deputados do sul de SC, Daniel Freitas (PSL) foi o que mais usou cota parlamentar no 1º semestre

Fotos: Divulgação

O deputado federal Daniel Freitas (PSL), de Criciúma, foi o parlamentar do sul de Santa Catarina que mais gastou sua cota parlamentar no primeiro semestre de 2019. Segundo dados do blog Ranking dos Políticos, divulgados nesta quarta-feira (24), Freitas usou 74,4% do que tinha disponível, o que representa a quantia de R$ 169.062,84. Partidário de Daniel, Fabio Schiochet, que recentemente assumiu a presidência do PSL em Santa Catarina, aparece no topo do ranking no estado. Segundo os dados divulgados, o deputado usou 88,1% da cota parlamentar, ou seja, R$ 200.354,88. Os políticos de direita não são os únicos entre os que mais gastaram a verba parlamentar nos primeiros meses de 2019. Pedro Uczai (PT) aparece na terceira colocação, com 74,9% de uso (R$ 170.359,92). Outra deputada do sul, Geovania de Sá (PSDB) representou o sexto maior gasto com cota parlamentar entre os catarinenses no primeiro semestre. Usou 65,3%, ou seja, R$ 148.428,75. Entre os representantes da região, Ricardo Ghidi (PSD) é o que aparece na parte mais baixa da tabela. Com 37,0% de uso da cota parlamentar, está na posição 13 de 16 deputados catarinenses. O valor é de R$ 84.130,65.  

Cota Parlamentar

A Cota Parlamentar foi criada em 2009, após diversas reportagens denunciarem o uso irregular de passagens aéreas por deputados e senadores, no que ficou conhecido como farra das passagens aéreas. Na época, a imprensa mostrou que os congressistas pagaram passagens para amigos e familiares viajarem no Brasil e no exterior. Diante da repercussão negativa, o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (MDB), negociou a criação da Cota Parlamentar, que, na prática, juntou três tipos de despesas a que os deputados federais tinham direito desde 2001: cota postal-telefônica, verba de transporte aéreo e verba indenizatória. Cada catarinense pode usar R$ 39.877,78 por mês de cota parlamentar. O valor muda de acordo com o estado de origem do parlamentar porque leva em consideração o preço das passagens aéreas de Brasília até a capital do estado pelo qual o deputado foi eleito. Entre as despesas que podem ser reembolsadas com esse dinheiro, estão passagens aéreas, telefonia, serviços postais, alimentação, hospedagem, aluguel de carros, aeronaves e embarcações, combustíveis, segurança, participação em cursos e divulgação de atividade parlamentar.  

Respostas

O jornalismo do EXTRA enviou questionamentos sobre o uso da cota parlamentar para a assessoria dos deputado Daniel Freitas (PSL), mas até esta publicação, não obteve respostas. A assessoria da deputada Geovania de Sá (PSDB) não foi localizada. O deputado Ricardo Guidi (PSD) disse que sua posição na tabela é resultado do cuidado que toma com o dinheiro público desde o início do mandato. "Buscamos economizar, sem prejuízo para a atividade parlamentar. Eu utilizo veículo próprio e montei o meu escritório em uma casa da nossa família. Tudo isso acaba somando. No dia a dia procuramos evitar gastos que julgamos não serem necessários para o bom andamento do mandato". Se os outros deputados citados na reportagem se manifestarem, a publicação será editada.