ENTREVISTA: Edi da Farmácia, ex-candidato a prefeito pelo PSC
Ele avalia o cenário político, governo municipal e a gestão na Câmara. Revela se recebeu dinheiro de Ponticelli para não desistir das eleições, em 2016. Fala sobre as suas pretensões como pré-candidato a deputado, sua ligação com Bolsonaro e da sua bandeira a favor da acessibilidade.


Edi durante a campanha, em 2016. Foto: Divulgação[/caption]
ExtraSC - O senhor vai para o PSL?
Edi - Tenho recebido convite de vários partidos. Hoje, sou pré-candidato a deputado estadual pelo PSC, mas não descarto nenhuma possibilidade. Também não é um decisão unilateral, apenas pessoal. É uma decisão de um grupo de pessoas, que apostam em um projeto voltado para a nossa região. Então eu tenho que ouvir as bases, aqueles que estão comigo, afim de tomar uma decisão acertada, podendo participar de um pleito com viabilidade para se ganhar.
ExtraSC - Se fosse para o PSL, teria que fazer campanha para o pré-candidato a presidência Jair Bolsonaro. O senhor tem afinidade com a linha de pensamento dele?
Edi - Temos toda a afinidade de pensamento e ideias. Jair Bolsonaro representa grande parte daquilo que pensamos. Ele saiu do PSC, o meu partido. Até este momento nós estávamos juntos. Então não tenho dificuldade nenhuma, se for para o PSL, em pedir votos para ele. Creio que é um dos grandes candidatos a presidência da República. Bolsonaro e mais um ou dois, no máximo, são os candidatos que o brasileiro precisa.
ExtraSC - O senhor é uma referência de força de vontade. É um empresário bem sucedido e coloca-se a disposição para trabalhar em prol da coletividade. Buscar melhor qualidade de vida e acessibilidade ao deficiente físico é uma das suas bandeiras?
Edi - Eu posso falar deste assunto com liberdade, porque eu vivo isso todos os dias da minha vida. Como portador de necessidades especiais, eu sei o que é para um deficiente pegar um ônibus, fazer uma universidade, ir para o trabalho todos os dias. Quando as pessoas dizem que isso é um fator limitante, eu vejo o contrário. Eu acredito a mesma vontade em fazer as coisas acontecer existe em todas as pessoas. Uma limitação física não impede ninguém de colocar em prática seus projetos e sonhos. Aí vamos falar de superação. Onde aquele que tem um pouco mais de dificuldade nunca vai desistir diante das limitações. A maior barreira ainda é o preconceito. Recentemente uma desembargadora, no Rio de Janeiro, questionou uma professora com síndrome de down. Me perguntaram se a deficiência seria um empecilho pra exercer um cargo público. E eu respondo: se eu for governar o município, se eu for representar alguém, não será com as minhas pernas. Será com a minha mente, a minha capacidade intelectual. Dessa forma eu exercerei meu papel como homem público. Com certeza uma das minhas maiores bandeiras é a acessibilidade. Trazer para o setor público a ideia de tornar as coisas acessíveis a todas as pessoas. O que o deficiente físico quer não é ser tratado diferente. Ele só quer ter acesso à educação, à saúde, às questões públicas e um ambiente de trabalho que propicie exercer seu papel com dignidade.






