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📰 Cotidiano

Muçulmana afirma ter sido discriminada em embarque no Aeroporto de Jaguaruna

Para Mariam Chami, episódio reforça o esteriótipo de que os muçulmanos são terroristas.

Atualizado há 4 anos
Muçulmana afirma ter sido discriminada em embarque no Aeroporto de Jaguaruna

A influenciadora digital Mariam Chami, moradora de Tubarão, afirmou ter sido vítima de discriminação no Aeroporto Regional de Jaguaruna.

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Muçulmana, ela conta que antes de embarcar foi pedido que ela tirasse o hijab e o casaco para passar no detector de metais.

O caso ocorreu há cerca de 15 dias. "Perguntaram se eu poderia tirar isso que tenho na minha cabeça. E eu disse que não poderia tirar por causa da religião. Nunca tive que tirar o lenço em outros aeroportos", contou, em entrevista para o podcast Vênus.

Segundo ela, que estava acompanhada do filho de 1 ano, na sua bolsa havia chiclete, carregador, uma chave, meu celular, cartão de crédito e um mordedor da criança. "Pediram que eu tirasse o casaco e respondi: 'Mas por que tenho que tirar meu casaco? Ninguém está tirando'. Meu casaco não tinha nada de metal, só uma fivelinha", declarou.

"Não acho errado tirar o casaco, mas se todo mundo tivesse que tirar. Por que só eu? Fixando ainda mais o esteriótipo de que os muçulmanos são terroristas. O jeito que fui barrada era como se eu fosse uma criminosa", alegou Mariam.

Procurado pela redação do EXTRA.SC, o diretor comercial do aeroporto, André Constanzo, afirmou que a passageira se exaltou assim que foi solicitado que tirasse o casaco para passar no raio-x, após o alarme tocar, "um procedimento normal em qualquer lugar do mundo".

Confirme André, o episódio causou atraso no embarque dia demais passageiros. "A segurança de 180 passageiros não pode ser colocada em risco por causa da comodidade de um passageiro. E se este passageiro se não se submeter as regras de segurança, pode correr o risco de não embarcar. Isso não é uma regra usada aqui, e sim internacional", declarou.