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🏥 Saúde

Ortopedistas de Tubarão realizam cirurgia inédita de quadril

Técnica era realizada apenas em Florianópolis, e agora, começa a ser usada em Tubarão.

Atualizado há 40389 horas
Ortopedistas de Tubarão realizam cirurgia inédita de quadril
Uma cirurgia inédita de prótese de quadril com material importado e de abordagem menos agressiva, foi realizada em um hospital de Tubarão. Ela representa um avanço em termos de cirurgia de quadril com uma técnica que não é nova, mas, que agrega um benefício importante para o paciente. As cirurgias foram realizadas em duas pacientes mulheres e um homem com idades entre 57 e 63 anos. A frente da cirurgia esteve o ortopedista tubaronense Marco Aurelio, tendo como preceptor Fernando Martins de Pina Cabral, o único em Santa Catarina a realizar este tipo de cirurgia, feita em Florianópolis; Rodrigo Benedet Scheidt, de Criciúma, e André Luiz Moura, de Joinville, vieram para se familiarizar com a técnica AMIS, além de Gabriel da Cunha Antunes, que faz parte da equipe de cirurgia de quadril em Tubarão. A troca de quadril é considerada uma cirurgia de alta complexidade. Segundo Marco Aurelio, existem várias técnicas para este tipo de cirurgia. A que foi feita no hospital tubaronense é por abordagem anterior. A Cirurgia Minimalmente Invasiva Anterior é a única técnica de substituição do quadril que segue um caminho intermuscular e internervoso para diminuir os danos nas estruturas periarticulares enquanto preserva o tecido. A cirurgia é uma técnica antiga, uma das primeiras a se desenvolver para o quadril. Mas, segundo o médico, a dificuldade pela falta de instrumental adequado acabou levando este tipo de cirurgia a ficar meio abandonada. A prótese utilizada na cirurgia realizada no hospital é de origem suíça.  

Qualidade de vida

Os pacientes já vem de uma predisposição de desgaste de articulação da cartilagem, de sintomas de artrose e com dificuldades e dores para andar e de movimentar o quadril. A realização da cirurgia oferece a mobilidade necessária para caminhar e uma qualidade de vida melhor. A cirurgia leva de uma a duas horas de duração. O resultado é um benefício de recuperação bem mais rápido, menos dolorosa e com liberação quase imediata para caminhar, voltando o paciente a ter uma vida praticamente normal, com algumas poucas limitações no que não deve fazer, mas até podendo conseguir. Mas nem todos os pacientes podem se submeter a esta técnica. Há critérios a serem adotados na avaliação médica que vai indicar a possibilidade ou não do procedimento.