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Paralisação das aulas estaduais presenciais é considerada ilegal pela Sec. de Educação de SC

Decisão de paralisar as aulas presenciais foi tomara pelo Sinte, mas não foi aceita pelo estado.

Atualizado há 42907 horas
Paralisação das aulas estaduais presenciais é considerada ilegal pela Sec. de Educação de SC
A Secretaria de Estado da Educação (SED) foi oficialmente notificada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) da deflagração da “greve sanitária”. Após reunião realizada na segunda-feira (8), os professores estaduais decidiram pela paralisação das aulas presenciais. O pedido, conforme nota divulgada pelo Sinte, é que haja o retorno do ensino remoto até que todos estejam vacinados. Segundo o Sinte-SC, a decisão partiu depois dos crescentes casos positivos de covid-19 na comunidade escolar da rede pública estadual. A SED, por sua vez, através de nota oficial, considera a greve ilegal por inúmeros motivos, em especial por não respeitar os requisitos descritos na lei 7.783/89. Segundo a nota, a greve só é considerada legítima quando temporária, mas o sindicato não estabelece uma data e exige a vacinação de todos os membros da categoria profissional, algo que não é possível antever porque ainda não há imunizantes disponíveis para compra imediata no país. De acordo com a SED, além de descumprir os requisitos legais, a “greve sanitária” desconsidera toda a análise técnica que baseou o retorno das atividades presenciais – após mais de um ano de paralisação. Além disso, a decisão é contrária ao cumprimento da lei 18.032/2020, que considera as atividades educacionais como serviço essencial em Santa Catarina. A SED entende que esta é uma decisão que não será aceita pela sociedade, que espera ter a opção de levar os filhos para a escola de forma segura, conforme tem sido colocado em prática desde fevereiro. De acordo com a secretaria, a ausência ao trabalho para participar de paralisação constitui falta injustificada do servidor. Não há dispositivo que garanta a reposição como meio de compensar descontos salariais decorrentes de dia não trabalhado. A SED reforça que as escolas não estão imunes à covid-19, mas que são ambientes seguros para o prosseguimento das aulas presenciais por conta dos protocolos sanitários adotados com o Plano de Contingência para a Educação (PlanCon Edu), o qual foi construído com participação do próprio sindicato. Por fim, a SED entende que a deflagração da greve não representa a vontade da maioria dos trabalhadores de educação da rede estadual e reforça que irá manter as aulas nos três modelos, adotados de forma democrática para contemplar todos os alunos, preservando as pessoas do grupo de risco, e para manter o interesse público previsto na legislação. Caso necessário, a SED está se mobilizando para acionar a Justiça e adotar as medidas cabíveis.