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🚨 Segurança

Polícia Civil cumpre mandados em endereços ligados a prefeito e vereadores de Laguna

"Operação Seival" apura superfaturamento e a não de obras e serviços licitados.

Atualizado há 0 minutos
Polícia Civil cumpre mandados em endereços ligados a prefeito e vereadores de Laguna

Foto: Agora Laguna

A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (24) uma operação nas cidades de Laguna, Florianópolis, Navegantes, Itajaí, Tubarão, Criciúma, Imbituba, Imaruí e Capivari de Baixo. A força-tarefa se concentra em analisar os vários contratos firmados pela prefeitura de Laguna com empresários que há anos prestam serviço na cidade, com indicativos de superfaturamento e não execução das obras e serviços licitados, bem como fraudes à licitação no Iprev, em 2016. No total estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 10 medidas de proibição de acesso à Câmara de Vereadores de Laguna, duas medidas de afastamento da função pública, 120 mandados de busca e apreensão e oito cautelares de sequestro de bens, entre eles uma embarcação pesqueira. As investigações são realizadas a partir da "Operação Seival", de 21 de novembro de 2017, que culminou com o cumprimento de 76 ordens judiciais, sendo sete prisões preventivas, seis prisões temporárias, 25 mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão e, ao final, três ações penais. Na segunda fase da operação, são vários delitos investigados pela força-tarefa, entre eles fraude à licitação, corrupção ativa/passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro e peculato, envolvendo empresários, servidores públicos e agentes políticos dos poderes executivo e legislativo municipais. As apurações buscam identificar a notícia da existência de uma espécie de loteamento das secretarias municipais por meio de indicações políticas e o recebimento de propina correspondente à parte dos valores das obras e serviços licitados nessas pastas. Entre os locais visitados estão as residências do prefeito de Laguna, Mauro Candemil (MDB), e de alguns vereadores. Os policiais também foram nos gabinetes na prefeitura e na Câmara Municipal, e em estabelecimentos comerciais que já haviam sido alvo da primeira operação três anos atrás. Os trabalhos seguem em andamento. A operação envolve aproximadamente 160 policiais civis, militares e rodoviários federais, além de peritos criminais.