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📰 Cotidiano

Preservação dos botos é monitorada durante obra no porto de Laguna

Barulho e distância da draga, resíduos ou vazamento de óleo, e destino da areia são alguns dos fatores observados de perto por bióloga.

Atualizado há 27306 horas
Preservação dos botos é monitorada durante obra no porto de Laguna
A dragagem do berço de atracação no Porto de Laguna segue em ritmo acelerado e inspira cuidados ambientais específicos para a região: a preservação dos botos, que interagem com os pescadores artesanais na hora da pesca. A obra começou em dezembro de 2021 e só foi autorizada com o licenciamento ambiental. A bióloga Mariana Fávero Silvano monitora de perto a presença dos animais e tem comunicação direta para orientar quem está operando a draga. “A distância entre os botos e o equipamento deve ser de mais de 100 metros. Caso haja proximidade, a operação é paralisada”, explica. Outros fatores ambientais também são considerados, como o barulho emitido pela draga e a qualidade da água no local. A bióloga monitora, por exemplo, se há formação da pluma de sedimentação. “É uma espécie de cortina de fumaça que pode se formar com a movimentação da areia na água. Isto pode prejudicar a respiração dos peixes, afetando toda a cadeia alimentar do ambiente”, esclarece. Tráfego de embarcações, resíduos no mar ou vazamento de óleo também são observados, obedecendo os padrões e regras da legislação ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Os relatórios elaborados são encaminhados para o órgão ambiental, que dá o parecer sobre a continuidade ou não da obra. Outra preocupação ambiental é com o destino da areia que é retirada do fundo do mar. O material é depositado em um terreno chamado de bacia de sedimentação. Depois de seca,  doada para ser utilizada em obras públicas. A meta é retirar 76 mil metros cúbicos de areia, o equivalente a 7.600 caminhões.