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PRIMEIRA MÃO - Cuidados com a Covid-19 na Câmara de Tubarão beiram a hipocrisia

Leia também: Moisés, Ponticelli, Samir, Pepê, Caio, Nilton, vacinação e outras notas curtas.

Atualizado há 1 ano
PRIMEIRA MÃO - Cuidados com a Covid-19 na Câmara de Tubarão beiram a hipocrisia

Foto: Gilmar Estevam/Câmara de Vereadores

Há duas semanas, um colega jornalista foi barrado de cobrir a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Tubarão. A justificativa, dada por outro jornalista mas, claro, com ordens superiores, foi a Covid-19. Só que a atitude expõe a fragilidade com que a Casa tem agido no combate à pandemia. Vou citar alguns exemplos onde o novo coronavírus não é levado em consideração: Os vereadores seguem em sessão presencial, lado a lado. Sem distanciamento, tampouco proteção entre os espaços. Durante as sessões, comumente tiram as máscaras para beber água, café ou falar ao microfone. Também durante as sessões, e isso as câmeras não mostram, grupos de vereadores se encontram para discutir pautas, debater ações e/ou botar a conversa em dia. O controle de entrada nas dependências da Câmara durante o dia é fraco. Já presenciei grupos de seis pessoas acessando o prédio sem nenhuma dificuldade. Vendedores de rifas e pedintes também circulam pelos corredores facilmente. A Câmara de Tubarão é pequena, mas o controle de acesso é completamente possível. Como em cinemas e restaurantes, as galerias poderiam ser ocupadas em 30% da sua capacidade. Os jornalistas que desejam cobrir as sessões, podem muito bem realizar um credenciamento prévio, para que haja o controle de quantos profissionais vão ocupar a sala de Imprensa. Todos usando máscaras e respeitando o distanciamento. Com atitudes seletivas como esta que citei no início do texto, a Câmara de Tubarão mostra, ao meu ver, um só objetivo: blindar os vereadores de alguém ou de alguma coisa.  

Ponderações

Sobre a proibição do colega jornalista, mais uma vez destaco: o jornalismo sempre, em toda a pandemia, foi considerado serviço essencial. Afinal, as notícias não param porque há um vírus mortal a solta. Nós, jornalistas, durante os últimos 15 meses, seguimos nos expondo ao risco, e tudo bem - pois essa é a nossa profissão. Agora, proibir o trabalho de um jornalista em uma sessão do legislativo - que é a Casa do Povo - significa cercear a liberdade de imprensa. Alguns vereadores reclamaram à coluna que não podem enviar convites para participação das sessões, como acontece comumente com secretários municipais, lideranças e autoridades. Contudo, o presidente da Casa, Nilton de Campos (PSD), que tem o poder de vetar ou autorizar a presença de alguém de fora, não deixou de participar de solenidades, reuniões e inaugurações presenciais durante seu mandato. Inclusive, eventos com a presença de público. É contraditório ir a lugares com aglomerações, mas se opor a receber convidados - com o devido controle - durante as sessões legislativas.  

Você está sendo filmado

Não sei se por descuido ou propositalmente, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) deixou o registro de um espasmo temporal do antigo Moisés, que não tinha bom relacionamento com os prefeitos de Santa Catarina, especialmente os da sua base eleitoral. No último domingo (13), em um culto da igreja que frequentava, na Vila Moema, culpou Joares Ponticelli e Samir Ahmad, prefeitos de Tubarão e Laguna, pelo não avanço da revitalização da Rodovia Aggeu Medeiros. O depoimento foi transmitido ao vivo, através das redes sociais da Verdade Que Liberta. Nesta segunda-feira (15), a igreja removeu a participação de Moisés, mas graças a astúcia de Nilton Veronesi, do Noticom, o desagradável desabafo já estava salvo e circulando por aí. A coluna compartilha com seus leitores.  

Ponderação

Provavelmente os prefeitos citados não vão se manifestar. Afinal, gostem ou não, dependem do governador para muitas coisas. A Amurel, que conecta os municípios, também não se envolveu oficialmente. Sobre o caso, uma reflexão da coluna: Pode ser coincidência, mas essa alfinetada de Moisés em Joares acontece dias após o governador receber o convite do senador Esperidião Amin para filiar-se ao Progressistas. O leitor tem acompanhado por aqui e em outros espaços políticos a saga de Joares em uma possível candidatura a ao governo no próximo ano.  

Diga ao povo que fico

A política é muito dinâmica. O que sabemos agora, pode não valer daqui a algumas horas. Mas, exatamente agora, são poucas as chances de Joares Ponticelli (Progressistas) renunciar a prefeitura de Tubarão para concorrer nas eleições do próximo ano. Ponticelli nunca negou o sonho de ser governador de Santa Catarina. Mas encontra barreiras internas no próprio partido. Para alçar voos mais altos, precisa convencer (ou se esquivar) da soberania da família Amin.  

Possibilidades

Por outro lado, a viável candidatura a deputado federal traz dúvidas ao experiente político. Primeiro, precisaria convencer os eleitores da cidade de que ser parlamentar pode ser mais importante do que continuar sendo prefeito. Segundo, Ponticelli seria apenas um entre 513 deputados. Difícil se destacar. Surgiu ainda a possibilidade de tentar voltar a Assembleia Legislativa, Casa que Joares já presidiu. Mas para isso acontecer, precisaria quebrar a corrente com o pré-candidato Pepê Collaço, que se prepara para esta eleição há quase quatro anos. E Joares não é de romper compromissos desse jeito.  

Caminho mais viável

O cenário mais viável para um projeto a médio e longo prazo, é continuar na prefeitura até o fim de 2024. Joares faz uma boa gestão, asfalta a eleição do vice Caio Tokarski (PSD) e ganha tempo para construir, aí sim, sua candidatura à majoritária estadual. Nesse caminho, Joares teria tempo, inclusive, para pensar em uma nova sigla partidária. PSD e Republicanos são possibilidades plausíveis. Mas mudar de ares, segundo os mais próximos ao prefeito, está longe de ser uma prioridade. Só em último caso.  

Charada

Boa parte dos leitores não identificou o enigma da semana passada, em um "jogo do 1 erro". Para não deixar ninguém na curiosidade, aí vai a resposta: Nilton de Campos deve ter se atrasado e, na pressa, calçou sapatos diferentes. Acontece. [caption id="attachment_37738" align="aligncenter" width="1280"] Foto: Reprodução[/caption]  

Minha vacinação

Desde o início da fase de comorbidades, estive apto a tomar a vacina contra a Covid-19. Tomei a primeira dose há duas semanas. Preciso destacar, assim como o fiz quando meu pai foi imunizado, o carinho das pessoas que aplicam as vacinas. Tenho um respeito e uma gratidão enorme a esses profissionais. Com a chegada da minha vez, tenho uma sensação de gratidão enorme e o desejo de que todos os brasileiros tenham acesso a vacina o mais rapidamente possível. É só assim que vamos conseguir sair da pandemia. Não é com tratamento precoce. É com a vacina. E não importa qual. Se chegou a sua hora, procure um posto de saúde e imunize-se. Por você e pelas pessoas que lhe cercam.  

Curtas

• A pergunta que não quer calar: até quando Ponticelli vai passar pano para Deka May, presidente da Fundação de Assistência Social? • Tubarão poderá voltar a ter um senador da república, caso se concretize a candidatura de Esperidião Amin (Progressistas) ao Governo do Estado, em 2022... • ... o médico Geraldo Althoff é o primeiro suplente de Amin. Althoff já foi senador por quatro anos, devido o falecimento de Wilson Kleinubing (1944-1998), do qual também era suplente. • A média de decolagens domésticas no Brasil, em maio, teve um aumento de 22% com relação ao mês anterior: 1.041 voos, contra 854. • Ex-governador de Santa Catarina, Eduardo Moreira (MDB) que estava internado após apresentar um quadro de desidratação e febre causado pela Covid-19, já está recuperado e recebeu alta... • ... por conta do susto, o emedebista deverá desistir da candidatura a deputado estadual em 2022.

• Os interessados em adquirir veículos da Celesc têm a oportunidade de participar de um leilão.

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• O Ministério Público Estadual arquivou o inquérito civil que apurava possível improbidade administrativa do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que manteve relações sexuais com uma subordinada, nas dependências da secretaria de Turismo, em horário de expediente. • Deputado estadual Felipe Estevão (PSL) vai usar a tribuna da Alesc, nesta terça-feira (15), para defender os municípios citados pelo governador Moisés durante o culto da Verdade Que Liberta.