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Sindicato luta para evitar fechamento de unidade do Banco do Brasil

Banco do Brasil anunciou o fechamento da unidade do bairro Oficinas, em Tubarão, mas outras agências podem fechar as portas.

Atualizado há 43717 horas
Sindicato luta para evitar fechamento de unidade do Banco do Brasil
Contra o fechamento da unidade do Banco do Brasil do bairro Oficinas, na Cidade Azul, e a extinção de postos de serviço, o Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região ajuizou ações contra a estatal. Todas elas são para evitar as decisões que foram tomadas pela direção da empresa no início de janeiro, quando o banco apresentou um plano de reestruturação. De acordo com o presidente do sindicato, Armando Machado Filho, em todo o Brasil, serão 361 agências fechadas, além do rebaixamento de outras 241 para postos de serviço. “Eles estão extinguindo a função de caixa, tirando as gratificações. Isso terá, em alguns casos, uma perda de 40% no salário”, completou. O sindicato ainda reclama da sinalização do banco para a transferência de colaboradores que já estão com a vida estabilizada nas cidades onde vivem. Desta forma, se a troca for para um município muito longe, acaba inviabilizando a situação para a mudança de local, forçando um pedido de demissão. “O Banco do Brasil apresentou um plano de demissão incentivada, mas nem todos se encaixam nos requisitos”, explica o presidente.

O que vai mudar na região da Amurel?

O Banco do Brasil ainda não especificou quais serão as agências fechadas e quais serão rebaixadas para postos de serviço, por isso, ainda não se sabe como vai ficar o atendimento na região da Amurel. “Não recebemos nenhuma informação oficial sobre todas as alterações na região. O que se tem de concreto até agora é o fechamento da unidade que fica no bairro Oficinas, em Tubarão”, relata o presidente do sindicato. Com esse fechamento, de acordo com Armando, a demanda nas outras agências de Tubarão vai aumentar bastante, já que todas as pessoas que eram atendidas no local, vão precisar buscar as outras unidades. “Se contarmos apenas a população de Oficinas, já é muita coisa. Estamos defendendo os bancários, mas também estamos defendendo a população que vai sofrer com esse fechamento”. Em janeiro, o sindicato se reuniu com a direção do Banco do Brasil, na reunião foi discutida alguma negociação, mas segundo Armando, os gestores foram irredutíveis. “A direção do banco falou que era uma questão de gestão e que nada poderia ser feito. Precisamos do apoio dos políticos para reivindicar a continuidade do atendimento que será afetado. Enviamos um ofício para deputados, senadores, governador e, até mesmo, o presidente da Federação Catarinense de Municípios. Precisamos do apoio de todos para evitar esse plano de reestruturação".

Ideia de paralisação

A ideia de alguns sindicatos do Brasil era fazer uma paralisação para mostrar a insatisfação com as medidas tomadas em 2021, mas o órgão da região decidiu não optar por essa medida. “Os colaboradores da nossa região ficaram com medo de uma possível retaliação. Mas o que podemos ver é o desmonte do Banco do Brasil”, explica. Segundo Armando Machado Filho, todas essas mudanças acabam mostrando que a estatal está se preparando para a privatização. “Querem tirar cerca de cinco mil funcionários. Isso só deixa claro que essas alterações estão sendo tomadas para privatizar o Banco do Brasil”.