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📰 Cotidiano

Transferência de locomotiva do Museu Ferroviário será discutida nesta segunda-feira (3)

Máquina do acervo histórico foi cedida à cidade de Miguel Pereira (RJ), pelo DNIT.

Atualizado há 64961 horas
Transferência de locomotiva do Museu Ferroviário será discutida nesta segunda-feira (3)

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Tubarão encaminhou, em regime de urgência, à Câmara de Vereadores, Projeto de Lei para que todo o acervo do Museu Ferroviário seja tombado pelo Patrimônio Histórico, assim como demais obras e objetos com cunho patrimonial e histórico relevante para a cidade e que por ventura sejam alvo de situações, como a que vive atualmente a locomotiva cobiçada pela cidade de Miguel Pereira, no estado do Rio de Janeiro. Todo este imbróglio teve início após uma visita do prefeito do município fluminense, André Português, ao Museu Ferroviário de Tubarão, há cerca de um mês. Na ocasião, o político se encantou com a locomotiva Baldwin 53, fabricada em 1920, e que realizava o transporte de passageiros na região. Esta peça é única, e foi inclusive restaurada pela equipe do museu, uma vez que chegou em estado de conservação inadequado. Para surpresa da instituição tubaronense, um ofício, contendo uma cópia do Diário Oficial da União, chegou às mãos dos responsáveis pelo museu, onde era tratado um termo de cessão de uso da máquina à cidade do sudeste brasileiro. Uma vez que todo o acervo é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, a transferência poderia acontecer sem interferências. A locomotiva, mesmo restaurada, não funciona, ao contrário de duas outras máquinas que estão no acervo do Museu Ferroviário, que se encontram prontas para uso. Uma delas foi, inclusive, oferecida às autoridades de Miguel Pereira no lugar da Baldwin 53, juntamente a uma contrapartida de R$ 200 mil pelo serviço de restauração. No entanto, a proposta não foi aceita. Mesmo que o tombamento seja aprovado pela Câmara de Vereadores, a medida pode não ser suficiente para evitar a retirada da locomotiva, mas levaria a questão às esferas judiciais. “Criaremos uma forte dificuldade para eles, pois teriam que brigar na Justiça”, avaliou o vereador Maurício da Silva (PPS), defensor do Projeto de Lei.