Tubaronense: povo que sabe reconstruir
Penúltima reportagem do especial retrata dois grandes desastres naturais que assolaram a Cidade Azul: a enchente de 74 e o temporal de 2016.

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Penúltima reportagem do especial retrata dois grandes desastres naturais que assolaram a Cidade Azul: a enchente de 74 e o temporal de 2016.

24 de março de 1974. Essa data é inesquecível para muitos tubaronenses, mesmo eles querendo esquecer. A Cidade Azul se viu engolida por sua maior beleza natural, o Rio Tubarão. Estima-se em 199 mortos, milhares de desabrigados e um prejuízo financeiro incalculável. Tubarão foi devastada, mas viu que seu povo é guerreiro. Gente que sabe reconstruir. Gente que sabe se reconstruir.
Dois dias antes, em 22 de março, as chuvas da tarde foram mais intensas nos costões da serra, aumentando o volume dos rios e alagando as áreas baixas. No dia seguinte, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros se mobilizaram para socorrer a população dos bairros mais alagados. A Rádio Tubá informava e alertava a população. As escolas dispensaram os alunos. À tarde, a chuva caía forte e sem parar. Já havia muitos desabrigados. Várias pessoas estavam deixando suas casas, indo para lugares mais elevados, como o morro da Catedral.
Uma multidão espreitava nas margens do rio, que via seu nível subir rapidamente. Por volta das 18h daquele sábado, a ponte pênsil foi tragada e a partir daquele momento, o rio invadia o Centro. O bairro Oficinas e a margem esquerda foram tomados pela água, em níveis que chegavam a 1m de altura. O comandante do Exército proibiu a Rádio Tubá de dar notícias sobre a enchente, alegando que a emissora estaria promovendo sensacionalismo, transmitindo pânico à população. A população ficou desorientada e desinformada.
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Foto: Reprodução/Wikipedia[/caption]
No dia 24 de março os bairros continuavam alagados, mas o nível do rio estava estabilizado. No fim da tarde a chuva voltou com a mesma intensidade da noite anterior. A noite de domingo foi dramática para os moradores das áreas pouco inundadas na noite anterior, que sentiram repentinamente a água invadindo suas casas e crescendo com forte correnteza. Muitos dormiam e acordaram com os pés na água. Muitos subiram para o telhado das suas casas. Às 9h da manhã a energia elétrica foi interrompida, os telefones já estavam mudos. A cidade ficou isolada. Ao clarear de segunda-feira, a chuva continuava intensa. Um único helicóptero fazia o trabalho de salvamento. Sobrevoava as casas, cujos telhados apareciam, e nos quais se agitavam, desesperadamente, panos de todas as cores. As residências no morro da catedral recebiam toda a espécie de flagelados em desespero.
No dia 27 de março o sol despertou radiante. As águas do rio começaram a baixar, deixando atrás de si uma camada de lama. As ruas surgiam com enormes buracos, entulhadas de lama, madeiras e restos dos destroços das casas demolidas.
Foto: Gabriel Felipe/RBS TV[/caption]
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