Logo
Logo Extra

Tudo daqui,
o melhor de todo lugar.

✍️ Blogs

Obra rápida demais é sinal de eficiência?

Atualizado há 35 minutos
Obra rápida demais é sinal de eficiência?

Imagem gerada por IA

Rapidez costuma ser associada a eficiência, organização e até economia. Mas, na construção civil, a pergunta correta não é se a obra foi rápida, e sim se ela foi bem planejada. Porque, sem planejamento e controle técnico, a pressa pode virar a principal causa de muitos problemas que só aparecem após a entrega do imóvel.

Clique e receba notícias do extra.sc em seu WhatsApp:

Entrar no grupo

Grande parte das manifestações patológicas, como trincas, infiltrações, descolamento de revestimentos e até falhas estruturais, tem origem em falhas de execução e no desrespeito ao tempo adequado das etapas construtivas. O concreto, por exemplo, atinge sua resistência considerada em projeto aproximadamente 28 dias após a concretagem, respeitando o devido processo de cura; impermeabilizações precisam de tempo para secagem; argamassas também exigem cura correta. Quando essas fases são apressadas ou ignoradas para “ganhar prazo”, o resultado pode ser um imóvel que parece pronto, mas que começa a apresentar defeitos em pouco tempo de uso.

Existe também o que podemos chamar de “custo invisível da pressa”. Retrabalhos, consertos e manutenções precoces quase sempre custam mais do que cumprir corretamente o cronograma desde o início. E o problema é que esses defeitos raramente surgem imediatamente. Muitas vezes aparecem meses depois, quando a obra já foi ocupada, transformando um suposto ganho de tempo em prejuízo financeiro.

Isso não significa que toda obra rápida seja mal executada. Hoje existem tecnologias, métodos construtivos e sistemas de gestão que permitem prazos menores com alto nível de qualidade. Quando há projeto bem definido, equipes treinadas, logística organizada e fiscalização técnica constante, a rapidez é consequência de eficiência, não de improviso. O risco se apresenta quando o prazo curto é apenas uma promessa comercial, sem uma estrutura técnica capaz de sustentá-lo.

Para quem está construindo ou comprando um imóvel, vale desconfiar de cronogramas muito agressivos sem explicação clara de como serão executados, sem projetos detalhados e da falta de responsáveis técnicos bem definidos. A construção não é uma corrida de curta distância, mas um processo que exige sequência lógica, planejamento adequado e respeito ao tempo dos materiais e das técnicas construtivas.